Publicado em Tag -Entrevistas

Beatriz Angelini

Bia

Área de Atuação: Entretenimento

Cidade: São Paulo – SP

Bia é Publicitária e trabalha com Carnaval.

Postura Urbana: Existe muito preconceito em relação ao carnaval, mas é sabido que há muito trabalho por trás, o que pensa sobre isso ?

Beatriz Angelini: Existe muito preconceito! Não é pouco não, é muito! As pessoas não compreendem o carnaval, acham que é baderna, bagunça, brincadeira. O que as pessoas precisam se conscientizar é que existe um trabalho muito sério por trás, muito comprometido, muito criterioso, além de empregar muita gente, grandes artistas, pessoas de muito talento, verdadeiros guerreiros! Acredito que a profissionalização do carnaval seria um grande avanço para ter outra visibilidade. As pessoas costumam pré-julgar o que elas não conhecem. Vão lá conhecer, vão ver como é que é. Para vocês terem uma ideia de como é isso, um conhecido me perguntou uma vez: Bia, de onde vem os carros alegóricos? Ele não tinha conhecimento de que aquilo tudo era um trabalho intenso feito por muitas pessoas, ele achou que os carros eram importados ou por um milagre de Deus, eles teriam caído do céu. Pasmem mas esse fato é verdade.
É um trabalho belíssimo, o desfile enriquece e alegra as nossas vidas, existe muita mensagem em um desfile de carnaval, ele aproxima e une as pessoas. As pessoas são o que elas quiserem ser, é onde se colocando uma máscara, cai-se a máscara. E quem nunca foi pelo menos naquele momento será;” O Rei ou a Rainha” dessa grande festa. Uma sensação única, quem nunca desfilou e vai a primeira vez se apaixona e não pára mais de ir… É a magia do carnaval, ele faz isso com as pessoas.

Postura Urbana: Como começou sua história com o carnaval ?

Beatriz Angelini: Ah, a minha história com o carnaval começou cedo nas grandes festas em Ubatuba que a minha tia organizava. Eu não queria perder uma festa, ela comprava quilos e quilos de confete e serpentina, e minha avó confeccionava as nossas fantasias. Eu era uma criança e lembro que eu ficava assistindo aos desfiles pela TV até amanhecer e torcendo pela Mangueira! Sim, isso mesmo, sempre fui Mangueirense, desde pequena. Comecei a ir para o Rio em 2001, todo ano, até hoje, eu vou. O carnaval de São Paulo aconteceu depois onde eu conheci pessoas que me estenderem o braço e me receberam de braços abertos, são pessoas que são muito especiais para mim e que serei muito grata por toda a minha vida, hoje eu os considero como minha segunda família. É uma história que não terá fim, é um caso de amor eterno que ainda terá muita história para contar… Aguardem!!

Postura Urbana: Além da Mangueira, qual outra escola você gosta ?

Beatriz Angelini: Eu gosto de todas as escolas de samba mas a Mangueira é a minha base, é onde eu me entendo por gente, minha escola do coração. Sou Verde e Rosa até o fim! Conheço mais o carnaval carioca do que o de São Paulo, porém trabalho mais no carnaval de São Paulo do que do Rio.

Postura Urbana: Como se define musicalmente ?

Beatriz Angelini: Gosto da música que me toca, da melodia que me encanta, daquele som que me faz sonhar e me faz emocionar, independente de qual categoria musical. Eu nasci cantando e com um ano de idade já sabia a letra de uma música de cor, podem perguntar para a minha mãe, sintam-se a vontade, (risos). Sem música eu não vivo, eu fico sem televisão mas sem música nunca! (risos).

Postura Urbana: Comparando São Paulo e Rio, você acha que os cariocas ainda nos superam na avenida ?

Beatriz Angelini: O carnaval de São Paulo cresceu muito. São carnavais totalmente diferentes, No Rio eles tem um maior incentivo financeiro e também respiram samba desde a hora que acordam até a hora que vão dormir, já tomam café da manhã com um pandeiro na mão. São cidades diferentes e o carnaval será de acordo como a cidade age, como a cidade é.

Postura Urbana: O que acha do carnaval de rua e do carnaval de trios elétricos que acontecem no nordeste.

Beatriz Angelini: O meu negócio sempre foi escola de samba!
Gostava do carnaval de salão pela tradição das marchinhas e consequentemente preserva-se a história do carnaval. Os blocos de rua são muito significativos e interessantes e estão aí, voltando cada vez mais com muita força. Já os trios elétricos perderam um pouco a identidade do carnaval.

Postura Urbana: Fale de seu dia a dia

Beatriz Angelini: Meu dia a dia? Hummmmmmmmm………………….

Vivo e respiro carnaval todos os dias !!!! (risos).

  

Bia, o Postura Urbana agradece a entrevista, SUCESSO!!!

Imagens: Arquivo Pessoal

Por: JGA

 

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Bia 2

 

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