Publicado em Tag -Entrevistas

Cristiane Sugawara

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Área de Atuação: Terapia Ocupacional

Cidade: Atibaia – São Paulo

Postura Urbana:  A Terapia Ocupacional tem várias vertentes, qual a sua?

Cristiane Sugawara: A Terapia Ocupacional tem 3 vertentes: Social, Mental e Física. Eu digo que eu trabalho em todas. Trabalhei por muitos anos com Home Care, e na realidade atuava nestas 3 áreas, não tem como desvencilhar. Hoje trabalho em uma Instituição filantrópica que abriga excepcionais carentes, ou seja, não tenho como fugir destas vertentes.

Postura Urbana:   Qual caso mais difícil você ja tratou?

Cristiane Sugawara: Nossa, foram tantos casos, mas o que mais me marcou foi de uma paciente com ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica). É uma doença em que a pessoa vai perdendo todos os movimentos, continua lúcida até o final. Esta paciente fazia trabalhos manuais, pintava e bordava. Descobriu que tinha esta doença jovem ainda. Quando a conheci, ela já estava acamada, falava e com ajuda pintava em seda e utilizava o computador. Foram 5 anos de convivência, as visitas foram se espaçando de quinzenal para mensal, ela já não conseguia fazer mais nada e ano passado ela faleceu. Eu sabia que ela não iria ficar muito tempo entre nós, mas quando eu soube que ela havia falecido foi muito triste para mim.

Postura Urbana: O SUS tem um bom programa de Terapia Ocupacional?

Cristiane Sugawara: Não na prática. Há poucas vagas, na sua maioria em PSF (Programa da Saúde da Família) e contrato por um ano. Há muito tempo não vejo um concurso descente para Terapia Ocupacional, principalmente aqui em São Paulo. Poucas vagas e muita gente disputando, desisti de prestar concursos, pois era um dinheiro jogado fora.

Postura Urbana: Qual a melhor parte de seu trabalho?

Cristiane Sugawara: A melhor parte do meu trabalho é ver o sorriso de satisfação de um paciente ao realizar uma tarefa que antes era tão simples, mas com a doença ele deixou de realizar e com a minha ajuda ele conseguiu realiza-la novamente.

Postura Urbana:  Fale de seu dia a dia:

Cristiane Sugawara: Trabalho em uma Instituição filantrópica que abriga excepcionais carentes. Cuido de duas unidades, onde há 115 assistidos. Na sua maioria acamados e na faixa etária entre 30 e 39 anos. Passo todos os dias em todos os leitos, quando possível levo os que deambulam ou que eu consigo levar na cadeira de rodas até a minha sala para realizar as atividades.

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Cris, o Postura Urbana Agradece a entrevista, Parabéns pelo trabalho. SUCESSO!!!

Imagens: Arquivo Pessoal

Por: JGA

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