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Moda e Inovação – Keka Bego!

kekaCriadora de um produto inovador em moda, Keka Bego, empresária de São Paulo, conta um pouco de seu produto e de sua história! Confira!

Postura Urbana:  Fale sobre sua criação:

Keka:  Biquíni mutável, o biquíni que muda por e para você! Desde que surgiu o nome biquíni em 1946, onde a inovação foi cortar o maiô ao meio, virando duas peças. De lá pra cá, foi mudando os modelos a cada década praticamente, e desde 2008, entrei com pedido de patente que tramitava no INPI , só foi concedido em 2017… um parto de 9 anos…mas certificado que comprova realmente ato inventivo, ou seja , o biquíni mutável vem agregar valor e benefício para estes modelos de biquínis já existentes.
Entrando no conceito inovador qualquer modelo de biquíni pode receber encaixes diversos ( qualquer tipo de aviamentos)e devem ser localizados estrategicamente nessas peças base. Criamos peças avulsas de sutiã e calcinha, elaboradas propositadamente para trocas nas bases, podendo ser maior, menor ou de tamanho igual , livre escolha do desenvolvimento, e ao somarmos essas peças avulsas na base, quando encaixadas , você muda o visual, passando de uma simples peça , para no mínimo , 3 em 1, podendo ter sucessivas trocas e acompanhar tendências com estampas diferenciadas a cada coleção e com a vantagem de garantir aquela sonhada marquinha única.
Mas não é só, ainda pode ser criada peças avulsas com novos formatos, transformando essas peças de sutiã e calcinha com encaixes em novas peças, tais como, biquíni x maiô, biquíni x saídas de praia, e mais o que a criatividade permitir, além de que favorece o planeta, é um conceito repensável, responsável, reutilizável e até reciclável. Moda útil e não fútil que visa atender consumidoras seletivas e conscientes, com menor descarte, refil para trocas das peças avulsas que garante economia.

Esse mês tem promoção no site, quer ganhar um #biquiniinovador e participar de um ensaio fotográfico profissional? Acesse e se inscreva:

www.kekabego.wix.com/kmaisk

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Postura Urbana: A ideia do biquíni mutável veio com o TCC da sua faculdade?
Keka: Não foi especificamente TCC, foi pesquisa acadêmica para aula de marketing, inovação em produto no período da faculdade 2008.

Postura Urbana: Por que você pensou em um produto de moda?
Keka: Na ocasião eu trabalhava com organização de eventos de moda B2B, participava de palestras ligadas ao setor, soube que a Rússia é um País fechado a importação, tem aberturas apenas para marcas consagradas e o único produto que é receptivo sem marca, é a moda praia, o Brasil é visto no mundo como potencial fornecedor para este segmento. Talvez por conter essas informações, estava aberta a receber sugestões nesta direção.

Postura Urbana: Você sempre fala que por ser de outra área, não entende o universo da moda. Como Você enxerga a moda?
Keka: Marketing é voltado a resultados, inovação cabe em qualquer setor, tanto para serviço ou produto, porém na moda encontro barreiras até hoje para implementação no mercado, talvez a visão é limitada em relações jurídicas, creio que no Brasil não temos cultura sobre “PATENTES” um dos motivos que dificulta ainda mais a negociação no setor. Aquele velho ditado: ” na moda nada se cria e tudo se copia”, é um obstáculo para produtos patenteados. A moda é um ciclo, se repete épocas, mudando cores, imagens, mas é fechada para novas ideias, uma inovação em si, mesmo sendo esta de baixo custo, favorecendo produção e o planeta por ser sustentável, já que traz alguns “R’s”, tais como, responsável, repensável, reutilizável e pode ser até reciclável, enfim, na minha visão, a moda, na grande maioria fabril do Brasil, segue o conceito de descarte, de trocas rápidas, tendências, fast fashion, voltados para volume de vendas e não valor agregado a marca. Apesar que a tendência mundial visa buscar a sustentabilidade , essa postura deverá ser revista para se preservar e se manter no futuro, então creio que a mudança se fará necessária, logo chegará por aqui o conceito, consumo consciente, já praticado internacionalmente em alguns países. Quero mudar minha visão em breve, de moda fútil, para moda útil.

Postura Urbana: Empreender no Brasil é difícil por que?
Keka: Totalmente difícil, muitas taxas, impostos e leis que desfavorecem o crescimento econômico, esbarramos na “burrocracia”, altos índices de desempregos porque sofremos ações trabalhistas, não temos a cultura do trabalho solidário, cooperativo, enfim, não temos apoio governamental, nem mesmo em se tratando de inovação, que muito se fala em vários órgãos de apoio, mas só teoria, não na prática. Eu creio que empreender no Brasil é um ato revolucionário, você deve ser ousado e apaixonado pelo que faz, tem que ter garra para vencer todos os obstáculos a cada dia e se manter firme.

Postura Urbana: Quem é a empreendedora Keka Bego?
Keka: Louca kkkkk, me decifro como a carta do louco, 8 ou 80, sem meios termos, brincadeira a parte, não tão radical, sou maleável porque tudo é passível de melhoramento eu creio, mas sou persistente quando tenho uma ideia a qual acredito, por isso estou na peleja desde 2008 com o projeto “biquíni mutável”, uma inovação brasileira patenteada, o que significa que não existe mundialmente, tenho certificado do INPI e isso que já me traz contentamento, posso me sentir vitoriosa por quebrar paradigmas…combina comigo!

Postura Urbana: O que você espera que aconteça com seu produto?
Keka: Que caia como outra “bomba” , no aspecto favorável é claro, assim como quando surgiu o biquíni em 1946, que recebeu esse termo devido os acontecimentos na época. Eu espero que seja um produto a favor do planeta, que possa contribuir para o consumo consciente, que o seu VALOR seja agregado no seu significado, por sua proposta e não só no dinheiro em si, preço é o que se paga, valor é o que se leva.

Postura Urbana: No mundo corporativo o que vale e o que não vale a pena?
Keka: Na minha concepção de vida, vale ter atitude consciente, coerente, honestidade, honra e comprometimento, valores que se englobam em sólidas parcerias, porque traz resultados favoráveis para todos os envolvidos em uma negociação. Diferente dessa linha de raciocínio, não é válido entrar no mundo corporativo, você acabará sendo só mais um, sem significado real e propício ao colapso, vir a ruína no amplo sentido.

Aqui você encontra mais detalhes sobre o biquíni mutável:

https://kekabego.wixsite.com/modapraiainovacao

Keka, parabéns pela criatividade, sucesso sempre, o Postura Urbana agradece a entrevista!

Imagens: Arquivo Pessoal

Por: JGA

 

 

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Publicado em Tag -Entrevistas

Arte e Empreendedorismo – Marcia Papoti

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Postura Urbana: Você é atriz, como iniciou sua carreira?
Marcia Papoti: Sou. Eu sempre gostei do palco, fiz jazz, ballet clássico quando criança, mas sempre fui tímida. Como gostava de exatas, resolvi cursar engenharia têxtil, mas após algum tempo queria dar uma mudada, estava cansada e resolvi fazer um curso livre de teatro para ver se era isso que eu queria. Ai me apaixonei e não parei mais. Me formei e não parei de estudar e trabalhar.

Postura Urbana: Por que no Brasil viver de teatro não é viável?
Marcia Papoti: As pessoas não dão muito valor a arte aqui. Preferem gastar R$ 30,0 em um bar do que em uma peça. Não temos apoio do governo,as leis de incentivo são tão difíceis de conseguir. Mesmo amigos meus que me pedem pra avisar quando estou em peças, sempre dão uma desculpa e não vão. Já levei várias pessoas ao teatro que nunca tinham ido. Mas fiz parte de uma Cia de teatro musical “Cottal” que levávamos teatro para escola pública, centro cultural, fábrica de Cultura gratuitamente para pessoas que não podem pagar poderem ter acesso a arte, era incrível.

Postura Urbana: Quem são seus atores inspiração?
Marcia Papoti: Gosto muito de Fernanda Montenegro , Glória Pires e Toni Ramos
Postura Urbana: Você é empreendedora, como concilia sua carreira com sua loja?
Marcia Papoti: Na verdade a loja é do meu namorado. Fazemos tudo juntos, ele me incentiva muito, então posso sair pra ir em testes, ensaios e trabalhos como atriz tranquilamente. Mas sempre que não vou estar(na loja), tento adiantar ao máximo ou trabalhar mais tempo, pois amo ser atriz. Quanto a loja, precisamos nos empenhar muito, quando se tem um negócio, pois dependemos de nossa produção e de nossos clientes.

Postura Urbana: Como o atual cenário político interfere em suas atividades profissionais?
Marcia Papoti: Interfere muito, pois com essa crise caem as vendas da loja, as pessoas compram o necessário. Mas sempre criamos um diferencial, fazemos promoções, vamos até a necessidade do cliente, com qualidade e preço justo. O governo não dá apoio, a entrada de produtos chineses é muito facil, com qualidade ruim e preço super baixo, com isso a concorrência fica desleal, mas temos que inovar sempre, manter uma boa qualidade, um preço atraente e não deixar a peteca cair.
Em relação as artes, temos que nos produzir com o pouco que temos, arranjar figurino, cenário,locar um teatro mais barato, criar um texto diferente que atraia as pessoas. Sempre estar ligada nos testes , se aperfeiçoar sempre e correr atrás, pois tem muita gente que entra por indicação.

Postura Urbana: Qual sua área de formação?
Marcia Papoti: Engenharia Têxtil, pós graduada em Marketing e Negócios da Moda, Profissionalizante de Teatro e TV e vários cursos de TV, Cinema, Teatro, Teatro Musical entre outros.

Postura Urbana: Vamos de Quiz?

Marcia Papoti:  Vamos.
P. U – Uma música: Marcia Papoti: Preciso do seu sorriso – Mariana Aydar
P. U –  Um sonho:  Marcia Papoti:  Atuar em novelas
P.U –  Um livro:     Marcia Papoti: Peça e será atendido – autores : Esther e Jerry Hicks
P.U –  Um lugar:    Marcia Papoti:  Buzios

Postura Urbana: O que diria para novos empreendedores e o que diria para novos atores?
Marcia Papoti: Para Empreendedores: Faça um planejamento antes de montar algo, pesquise o local, passe dias no local, veja qual é o público, pesquise sobre o que está faltando no mercado e se aperfeiçoe nisso. Tenha um capital.
Para novos Atores: Estude muito, se jogue em curtas , grupos de teatro, mesmo que tudo seja voluntário. Adquira conhecimento com isso e portfólio. Faça contatos sempre.
Tenha um material fotográfico, envie para agências, produtoras e entre em grupos no facebook de tudo ligado a teatro, tv , áreas que vc queira trabalhar.

Postura Urbana: Como Marcia Papoti se autodefine?
Marcia Papoti:  Persistente.

Imagens de Marcia como Atriz:

Espetáculo: A SuíteIMG-20180429-WA0039

Musical HairIMG-20180429-WA0038

 

Musical Cabaret

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Musical: RentIMG-20180429-WA0036

Portal dos SonhosIMG-20180429-WA0034

Imagens de Marcia em sua Loja:

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Marcia o Postura Urbana agradece a entrevista, Sucesso em sua trajetória!

Imagens: Arquivo Pessoal

Por JGA

 

 

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Educar com Consciência!

No último dia 25 de abril de 2018, a professora Jaqueline Rodrigues, com a ajuda da professora Valdete  Inácio e a vice diretora Janete Souza dos Santos Lobato, da escola EMEF Manoel Barbosa de Souza situada em Osasco, levaram cerca 30 crianças do quinto ano do ensino fundamental, para assistirem no cinema o filme Pantera Negra, o cinema escolhido foi no SuperShopping Osasco.

A ideia e a iniciativa foram da professora Jaqueline que tem em sua didática de ensino, a conscientização racial, já que o filme Pantera Negra, aborda o emponderamento negro, através da luta de T’Challa o protagonista.

Jaqueline ficou muito feliz em ver como as crianças gostaram desse passeio e fará com elas atividades em sala, refente a temática do filme.

Parabéns Jaqueline!

Seguem fotos do passeio.IMG-20180425-WA0041

 

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Imagens: Arquivo Pessoal Professora Jaqueline.

Outras matérias a respeito do passeio:

http://jornalempoderado.com.br/dia-do-trabalhador-e-estado-de-luta-constante/

 

 

 

Trailer Filme Pantera Negra:

 

Estamos às vésperas da abolição completar 130 anos,(13 de maio de 1888) e o racismo ainda perdura nos dias atuais, aos negros não são dadas as mesmas oportunidades e tratamentos, por mais que nos esforcemos, estudemos, trabalhemos, ainda somos sim vistos com desconfiança, mais cedo ou mais tarde o tal racismo camuflado vai nos atingir. Os dados de genocídio ao povo negro são assustadores em níveis mundiais. E racismo é algo totalmente repugnante, e acontecer no Brasil, país totalmente miscigenado desde o descobrimento, é  ainda mais incompreensível,  todo brasileiro tem sangue negro, é só recorrer a árvore genealógica, cor da pele clara, não quer dizer que a pessoa seja da raça branca, mas isso, muda sim o olhar como a sociedade a encara. E pensar que a África é o berço do mundo!

Para haver indícios de mudança, é preciso Educação Social, Educação dentro de casa e Educação Pedagógica desde o início da vida escolar.

Termino com a frase do grande Martin Luther King que lutou bravamente em prol dos direitos humanos do povo negro:

“Eu tenho um sonho. O sonho de ver meus filhos julgados por sua personalidade, não pela cor de sua pele”.

 

Por JGA.