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Design Estratégico – Mapa de Possibilidades

bussola

 

Muito tem se falado em Design Thinking,  definido como:  Ferramenta de inovação para empreendedores, tem a função de ser uma abordagem que busca a solução de problemas de forma coletiva e colaborativa, em uma perspectiva de empatia máxima com seus stakeholders (interessados): as pessoas são colocadas no centro de desenvolvimento do produto – não somente o consumidor final, mas todos os envolvidos na ideia (trabalhos em equipes multidisciplinares são comuns nesse conceito).

( https://endeavor.org.br/tecnologia/design-thinking-inovacao/)

 

O Design Estratégico, abarca conceitos do Design Thinking, porém é considerado uma metodologia que foca em 3 pilares:

Entender as necessidades do cliente;
Criar um relacionamento de longo prazo;
Repensar os processos e a forma de gestão.

“O design estratégico oferece orientações técnicas e criativas a partir da perspectiva social e incentiva a escuta, a pesquisa qualitativa e a criação de cenários. Executa e amplia os processos de design estratégico formados com seus clientes, parceiros e colaboradores por meio de uma rede de inovação e produção de valor”.

(PASTORI et al., 2009).

O design estratégico pode ser usado como ponto central em um modelo de negócio. As metodologias e ferramentas ajudam as empresas a entender seus usuários, suas necessidades e seus desejos, bem como suas angústias e irritações.

Uma ferramenta fundamental do Design Estratégico é a Comunicação Assertiva, que é a capacidade de nos expressarmos honestamente, sem negarmos os direitos dos outros de fazerem o mesmo. 

 

  • Fundamentos Principais:
  • Inteligência Emocional;
  • Motivação;
  • Respeito.

Atualmente é preciso pensar e repensar a forma como adquirimos ou produzimos produtos e serviços, transparência e honestidade são elementos fundamentais e indispensáveis. Pode-se afirmar que usar os tópicos do design estratégico, é como se nortear através de uma bússola.

Imagem:  www.eremedia.com

 

Por JGA

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Moda e Inovação – Keka Bego!

kekaCriadora de um produto inovador em moda, Keka Bego, empresária de São Paulo, conta um pouco de seu produto e de sua história! Confira!

Postura Urbana:  Fale sobre sua criação:

Keka:  Biquíni mutável, o biquíni que muda por e para você! Desde que surgiu o nome biquíni em 1946, onde a inovação foi cortar o maiô ao meio, virando duas peças. De lá pra cá, foi mudando os modelos a cada década praticamente, e desde 2008, entrei com pedido de patente que tramitava no INPI , só foi concedido em 2017… um parto de 9 anos…mas certificado que comprova realmente ato inventivo, ou seja , o biquíni mutável vem agregar valor e benefício para estes modelos de biquínis já existentes.
Entrando no conceito inovador qualquer modelo de biquíni pode receber encaixes diversos ( qualquer tipo de aviamentos)e devem ser localizados estrategicamente nessas peças base. Criamos peças avulsas de sutiã e calcinha, elaboradas propositadamente para trocas nas bases, podendo ser maior, menor ou de tamanho igual , livre escolha do desenvolvimento, e ao somarmos essas peças avulsas na base, quando encaixadas , você muda o visual, passando de uma simples peça , para no mínimo , 3 em 1, podendo ter sucessivas trocas e acompanhar tendências com estampas diferenciadas a cada coleção e com a vantagem de garantir aquela sonhada marquinha única.
Mas não é só, ainda pode ser criada peças avulsas com novos formatos, transformando essas peças de sutiã e calcinha com encaixes em novas peças, tais como, biquíni x maiô, biquíni x saídas de praia, e mais o que a criatividade permitir, além de que favorece o planeta, é um conceito repensável, responsável, reutilizável e até reciclável. Moda útil e não fútil que visa atender consumidoras seletivas e conscientes, com menor descarte, refil para trocas das peças avulsas que garante economia.

Esse mês tem promoção no site, quer ganhar um #biquiniinovador e participar de um ensaio fotográfico profissional? Acesse e se inscreva:

www.kekabego.wix.com/kmaisk

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Postura Urbana: A ideia do biquíni mutável veio com o TCC da sua faculdade?
Keka: Não foi especificamente TCC, foi pesquisa acadêmica para aula de marketing, inovação em produto no período da faculdade 2008.

Postura Urbana: Por que você pensou em um produto de moda?
Keka: Na ocasião eu trabalhava com organização de eventos de moda B2B, participava de palestras ligadas ao setor, soube que a Rússia é um País fechado a importação, tem aberturas apenas para marcas consagradas e o único produto que é receptivo sem marca, é a moda praia, o Brasil é visto no mundo como potencial fornecedor para este segmento. Talvez por conter essas informações, estava aberta a receber sugestões nesta direção.

Postura Urbana: Você sempre fala que por ser de outra área, não entende o universo da moda. Como Você enxerga a moda?
Keka: Marketing é voltado a resultados, inovação cabe em qualquer setor, tanto para serviço ou produto, porém na moda encontro barreiras até hoje para implementação no mercado, talvez a visão é limitada em relações jurídicas, creio que no Brasil não temos cultura sobre “PATENTES” um dos motivos que dificulta ainda mais a negociação no setor. Aquele velho ditado: ” na moda nada se cria e tudo se copia”, é um obstáculo para produtos patenteados. A moda é um ciclo, se repete épocas, mudando cores, imagens, mas é fechada para novas ideias, uma inovação em si, mesmo sendo esta de baixo custo, favorecendo produção e o planeta por ser sustentável, já que traz alguns “R’s”, tais como, responsável, repensável, reutilizável e pode ser até reciclável, enfim, na minha visão, a moda, na grande maioria fabril do Brasil, segue o conceito de descarte, de trocas rápidas, tendências, fast fashion, voltados para volume de vendas e não valor agregado a marca. Apesar que a tendência mundial visa buscar a sustentabilidade , essa postura deverá ser revista para se preservar e se manter no futuro, então creio que a mudança se fará necessária, logo chegará por aqui o conceito, consumo consciente, já praticado internacionalmente em alguns países. Quero mudar minha visão em breve, de moda fútil, para moda útil.

Postura Urbana: Empreender no Brasil é difícil por que?
Keka: Totalmente difícil, muitas taxas, impostos e leis que desfavorecem o crescimento econômico, esbarramos na “burrocracia”, altos índices de desempregos porque sofremos ações trabalhistas, não temos a cultura do trabalho solidário, cooperativo, enfim, não temos apoio governamental, nem mesmo em se tratando de inovação, que muito se fala em vários órgãos de apoio, mas só teoria, não na prática. Eu creio que empreender no Brasil é um ato revolucionário, você deve ser ousado e apaixonado pelo que faz, tem que ter garra para vencer todos os obstáculos a cada dia e se manter firme.

Postura Urbana: Quem é a empreendedora Keka Bego?
Keka: Louca kkkkk, me decifro como a carta do louco, 8 ou 80, sem meios termos, brincadeira a parte, não tão radical, sou maleável porque tudo é passível de melhoramento eu creio, mas sou persistente quando tenho uma ideia a qual acredito, por isso estou na peleja desde 2008 com o projeto “biquíni mutável”, uma inovação brasileira patenteada, o que significa que não existe mundialmente, tenho certificado do INPI e isso que já me traz contentamento, posso me sentir vitoriosa por quebrar paradigmas…combina comigo!

Postura Urbana: O que você espera que aconteça com seu produto?
Keka: Que caia como outra “bomba” , no aspecto favorável é claro, assim como quando surgiu o biquíni em 1946, que recebeu esse termo devido os acontecimentos na época. Eu espero que seja um produto a favor do planeta, que possa contribuir para o consumo consciente, que o seu VALOR seja agregado no seu significado, por sua proposta e não só no dinheiro em si, preço é o que se paga, valor é o que se leva.

Postura Urbana: No mundo corporativo o que vale e o que não vale a pena?
Keka: Na minha concepção de vida, vale ter atitude consciente, coerente, honestidade, honra e comprometimento, valores que se englobam em sólidas parcerias, porque traz resultados favoráveis para todos os envolvidos em uma negociação. Diferente dessa linha de raciocínio, não é válido entrar no mundo corporativo, você acabará sendo só mais um, sem significado real e propício ao colapso, vir a ruína no amplo sentido.

Aqui você encontra mais detalhes sobre o biquíni mutável:

https://kekabego.wixsite.com/modapraiainovacao

Keka, parabéns pela criatividade, sucesso sempre, o Postura Urbana agradece a entrevista!

Imagens: Arquivo Pessoal

Por: JGA

 

 

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Arte e Empreendedorismo – Marcia Papoti

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Postura Urbana: Você é atriz, como iniciou sua carreira?
Marcia Papoti: Sou. Eu sempre gostei do palco, fiz jazz, ballet clássico quando criança, mas sempre fui tímida. Como gostava de exatas, resolvi cursar engenharia têxtil, mas após algum tempo queria dar uma mudada, estava cansada e resolvi fazer um curso livre de teatro para ver se era isso que eu queria. Ai me apaixonei e não parei mais. Me formei e não parei de estudar e trabalhar.

Postura Urbana: Por que no Brasil viver de teatro não é viável?
Marcia Papoti: As pessoas não dão muito valor a arte aqui. Preferem gastar R$ 30,0 em um bar do que em uma peça. Não temos apoio do governo,as leis de incentivo são tão difíceis de conseguir. Mesmo amigos meus que me pedem pra avisar quando estou em peças, sempre dão uma desculpa e não vão. Já levei várias pessoas ao teatro que nunca tinham ido. Mas fiz parte de uma Cia de teatro musical “Cottal” que levávamos teatro para escola pública, centro cultural, fábrica de Cultura gratuitamente para pessoas que não podem pagar poderem ter acesso a arte, era incrível.

Postura Urbana: Quem são seus atores inspiração?
Marcia Papoti: Gosto muito de Fernanda Montenegro , Glória Pires e Toni Ramos
Postura Urbana: Você é empreendedora, como concilia sua carreira com sua loja?
Marcia Papoti: Na verdade a loja é do meu namorado. Fazemos tudo juntos, ele me incentiva muito, então posso sair pra ir em testes, ensaios e trabalhos como atriz tranquilamente. Mas sempre que não vou estar(na loja), tento adiantar ao máximo ou trabalhar mais tempo, pois amo ser atriz. Quanto a loja, precisamos nos empenhar muito, quando se tem um negócio, pois dependemos de nossa produção e de nossos clientes.

Postura Urbana: Como o atual cenário político interfere em suas atividades profissionais?
Marcia Papoti: Interfere muito, pois com essa crise caem as vendas da loja, as pessoas compram o necessário. Mas sempre criamos um diferencial, fazemos promoções, vamos até a necessidade do cliente, com qualidade e preço justo. O governo não dá apoio, a entrada de produtos chineses é muito facil, com qualidade ruim e preço super baixo, com isso a concorrência fica desleal, mas temos que inovar sempre, manter uma boa qualidade, um preço atraente e não deixar a peteca cair.
Em relação as artes, temos que nos produzir com o pouco que temos, arranjar figurino, cenário,locar um teatro mais barato, criar um texto diferente que atraia as pessoas. Sempre estar ligada nos testes , se aperfeiçoar sempre e correr atrás, pois tem muita gente que entra por indicação.

Postura Urbana: Qual sua área de formação?
Marcia Papoti: Engenharia Têxtil, pós graduada em Marketing e Negócios da Moda, Profissionalizante de Teatro e TV e vários cursos de TV, Cinema, Teatro, Teatro Musical entre outros.

Postura Urbana: Vamos de Quiz?

Marcia Papoti:  Vamos.
P. U – Uma música: Marcia Papoti: Preciso do seu sorriso – Mariana Aydar
P. U –  Um sonho:  Marcia Papoti:  Atuar em novelas
P.U –  Um livro:     Marcia Papoti: Peça e será atendido – autores : Esther e Jerry Hicks
P.U –  Um lugar:    Marcia Papoti:  Buzios

Postura Urbana: O que diria para novos empreendedores e o que diria para novos atores?
Marcia Papoti: Para Empreendedores: Faça um planejamento antes de montar algo, pesquise o local, passe dias no local, veja qual é o público, pesquise sobre o que está faltando no mercado e se aperfeiçoe nisso. Tenha um capital.
Para novos Atores: Estude muito, se jogue em curtas , grupos de teatro, mesmo que tudo seja voluntário. Adquira conhecimento com isso e portfólio. Faça contatos sempre.
Tenha um material fotográfico, envie para agências, produtoras e entre em grupos no facebook de tudo ligado a teatro, tv , áreas que vc queira trabalhar.

Postura Urbana: Como Marcia Papoti se autodefine?
Marcia Papoti:  Persistente.

Imagens de Marcia como Atriz:

Espetáculo: A SuíteIMG-20180429-WA0039

Musical HairIMG-20180429-WA0038

 

Musical Cabaret

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Musical: RentIMG-20180429-WA0036

Portal dos SonhosIMG-20180429-WA0034

Imagens de Marcia em sua Loja:

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Marcia o Postura Urbana agradece a entrevista, Sucesso em sua trajetória!

Imagens: Arquivo Pessoal

Por JGA

 

 

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Educar com Consciência!

No último dia 25 de abril de 2018, a professora Jaqueline Rodrigues, com a ajuda da professora Valdete  Inácio e a vice diretora Janete Souza dos Santos Lobato, da escola EMEF Manoel Barbosa de Souza situada em Osasco, levaram cerca 30 crianças do quinto ano do ensino fundamental, para assistirem no cinema o filme Pantera Negra, o cinema escolhido foi no SuperShopping Osasco.

A ideia e a iniciativa foram da professora Jaqueline que tem em sua didática de ensino, a conscientização racial, já que o filme Pantera Negra, aborda o emponderamento negro, através da luta de T’Challa o protagonista.

Jaqueline ficou muito feliz em ver como as crianças gostaram desse passeio e fará com elas atividades em sala, refente a temática do filme.

Parabéns Jaqueline!

Seguem fotos do passeio.IMG-20180425-WA0041

 

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Imagens: Arquivo Pessoal Professora Jaqueline.

Outras matérias a respeito do passeio:

http://jornalempoderado.com.br/dia-do-trabalhador-e-estado-de-luta-constante/

 

 

 

Trailer Filme Pantera Negra:

 

Estamos às vésperas da abolição completar 130 anos,(13 de maio de 1888) e o racismo ainda perdura nos dias atuais, aos negros não são dadas as mesmas oportunidades e tratamentos, por mais que nos esforcemos, estudemos, trabalhemos, ainda somos sim vistos com desconfiança, mais cedo ou mais tarde o tal racismo camuflado vai nos atingir. Os dados de genocídio ao povo negro são assustadores em níveis mundiais. E racismo é algo totalmente repugnante, e acontecer no Brasil, país totalmente miscigenado desde o descobrimento, é  ainda mais incompreensível,  todo brasileiro tem sangue negro, é só recorrer a árvore genealógica, cor da pele clara, não quer dizer que a pessoa seja da raça branca, mas isso, muda sim o olhar como a sociedade a encara. E pensar que a África é o berço do mundo!

Para haver indícios de mudança, é preciso Educação Social, Educação dentro de casa e Educação Pedagógica desde o início da vida escolar.

Termino com a frase do grande Martin Luther King que lutou bravamente em prol dos direitos humanos do povo negro:

“Eu tenho um sonho. O sonho de ver meus filhos julgados por sua personalidade, não pela cor de sua pele”.

 

Por JGA.

 

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Jaqueline Rodrigues – Representatividade na Educação

trabalho na porta da sala com alunos no natal

Mulher e ativista da causa pelos direitos da igualdade social, racial e inclusiva, Jaqueline Rodrigues é Pedagoga, reside em São Paulo, prestes a começar seu Mestrado em Pedagogia na PUC, ela nos conta um pouco de sua vivência de luta e sua carreira profissional.

Postura Urbana – Conte sobre sua trajetória profissional:
Jaqueline Rodrigues – Sou professora há apenas 1 ano e meio, mas já trabalho na área há 4 anos, antes de formada trabalhava como estagiaria renumerada, em um órgão da prefeitura de São Paulo, em que olha com carinho para as crianças de inclusão. No primeiro momento se olha para os alunos com alguma dificuldade cognitiva, há formações para esses estagiários mensalmente, no qual levamos o que se passa entre os alunos com essa dificuldade, e com auxílio de mestres na educação ou profissionais da saúde, que sempre nos trazia soluções para nossos obstáculos. Aprendi muito nos dois anos que trabalhei nesse órgão, o que muito me ajuda, hoje, como educadora. Quando formada trabalhei em creches até conseguir entrar na prefeitura de Osasco, como professora PEB I no qual estou há 1 ano. Ainda sou professora seletiva, mas logo creio, serei efetiva.

Postura Urbana – Uma personalidade que você admira( na área política, na área acadêmica ou na literatura)
Jaqueline Rodrigues – Admiro muita gente, mas a que me veio à mente na hora que li a pergunta foi a professora Maria Clara Di Pierro, professora da faculdade de educação da Usp. Em 2016 a conheci pessoalmente quando consegui a muito custo, ser aluna ouvinte dela por um semestre, e conheci essa mente brilhante, que me ensinou muito. Ela tem uma posição segura no que fala, o que me faz querer ser como ela. Ela se preocupa muito com os excluídos e seus livros retratam bem esse sentimento, além do mais, a ouvindo em aula, pude constatar sua indignação, apesar que sutil, na questão.

Postura Urbana – Como você define a situação atual do povo negro? Onde avançamos e onde regredimos?
Jaqueline Rodrigues – Nós estamos ascendendo, a passos lentos, mas estamos alcançando nossos sonhos. Em 2015 em uma reunião de pretos universitários, chamado EECUN, que se realizou na UFRJ por 3 dias, e lá se reuniram 2000 pretos que muito agregou ao meu crescimento. Ali ouvi um dos palestrantes dizer que nós pretos, não podemos apenas parar na primeira graduação, eu já tinha essa ideia em minha mente, mas depois de ouvi-lo fiquei refletindo ainda mais sobre isso, em como nós precisamos nos enriquecer em muitos cursos e não parar pois nossa posição em grandes cargos requer grandes aprendizados, e os excluídos precisam de nós ali, para fazer políticas públicas que os incluem. A meu ver, estamos ainda pouco representados nas políticas públicas, depois de 2014, diminuiu mais ainda nossa representação lá, precisamos de pretos com pulso forte que busquem nossa inclusão em muitos setores.

Postura Urbana – E sobre a posição da mulher negra? Para onde estamos caminhando?
Jaqueline Rodrigues – A mulher preta muito tem se destacado, há várias mulheres por aí que buscam sua posição de guerreira, uma delas que muito admiro é a Djamila Ribeiro, estive em alguns de seus debates e vejo a força da mulher impregnada nela, até sua voz mostra sua força. Ela é um exemplo para muitas guerreiras que estão buscando sua posição no mundo. Toda vez que a ouço, vejo o quanto é importante a representatividade de uma mulher que sabe o que está falando e que mostra o tanto de conhecimento que possui, analiso que quanto mais preparada formos mais nos ouvirão, e estamos nessa busca, vejo muitas de nós em vários cursos de mestrados e doutorados, sabe aquela velha frase dos Panteras Negras? “Vamos nos armar de livros, venceremos com conhecimento”.

Postura Urbana – Porque você acha que é tão difícil para algumas pessoas se assumirem como negra? É uma questão cultural, educacional ou familiar?
Jaqueline Rodrigues – Engraçado que quando comecei minha luta pelos movimentos pretos, ouvi uma preta quase retinta que se via morena, antes de entrar no movimento. Eu olhava para ela e pensava que para mim foi diferente, eu sempre me via preta, mesmo tendo a pele mais clara que a dela e que essa minha visão era por ter sofrido muito por ser preta, um dia aos 15 anos, depois de sofrer um racismo explícito na escola, cheguei em casa chorando escondido e pedi para Deus, com todas as forças de meu ser, que acordasse branca, e em minha ingenuidade acreditei que Deus faria esse “milagre” e acordei frustrada ao constatar que minha pele continuava preta. Vejo que muitos não se veem pretos para não sofrerem tanto, alisam cabelos, passam muitos makes nas faces para branquear e assim conseguirem passar pelo mundo sem cicatrizes. Quando comecei minha transição capilar, minha família olhava consternada, e alguns diziam para eu parar de falar tanto em racismo e alisar meu cabelo de novo que nem preta eu era. Eu sorria, mas minha vontade era chorar de ver tanta ignorância, mas não guardo rancor, apenas entristeço, pois ainda hoje muitos não falam mais no assunto, mas vejo o olhar velado deles ao que digo, procuro não dizer muito, já que na mente de muitos pretos mais claros, é que, quanto mais falamos mais atraímos, como se não falar no assunto fará sumir o racismo existente. Para muitos, tem- se a impressão que depois que começamos a falar, apareceu mais o racismo, mas a verdade é, que ele sempre existiu, nós que fingíamos não existir. Os pretos sofrem mais agressão moral ou física, sofrem mais na posição acadêmica, na educação, na saúde, na perseguição policial e nos genocídios. Dessa forma o racismo é estrutural, ou seja, que faz com quem sofre, e aos que praticam o olhem como normal.

Postura Urbana – Qual a dor e a delícia de ser professora? Qual matéria você leciona?
Jaqueline Rodrigues – A dor de ser professora é ver que falta uma melhor política pública para os excluídos que foram incluídos, mas que de certa forma, não acompanham uma aprendizagem satisfatória, penso que precisam mais cursos para professores se aperfeiçoarem, claro que já existe muitos que buscam seu aperfeiçoamento, mas esses cursos tem que ser constantes, pois a cada dia há mais inclusões e muitos dos quais não temos total conhecimentos, vamos ali meio que pesquisando sozinhas, o melhor caminho a seguir com cada indivíduo. A delícia de lecionar, é ver os olhinhos brilhantes buscando respostas, isso me encanta sempre, cada vez que vejo os olhinhos em minha direção, vejo meus olhos quando busco minhas respostas ao estar em alguma aula, pois toda palestra ou debates que vou ou assisto, busco minhas respostas e meus olhos brilham do mesmo jeito que dos meus alunos, e em cada resposta adquirida, vejo suas posições e falas no que aprenderam, é ainda mais grandioso e prazeroso. Eu sou pedagoga, dessa forma, leciono o básico das principais disciplinas nos 5 primeiros ciclos da educação.

Postura Urbana – E o mestrado da Puc? Um sonho ou uma conquista? Conte como chegou até ele.
Jaqueline Rodrigues – O mestrado foi um sonho que me deu muito prazer em conquistá-lo, há dois anos buscava essa realização, e foi com imensa satisfação que o consegui. Essa conquista é do povo preto, já que foi através de movimentos pretos que se teve cotas nos cursos de mestrado e doutorado da PUC. Foram 3 eliminatórias que me renderam muita dor no estômago e duas noites insones, não por não estar preparada mas pela concorrência, já que se tinha 42 inscritos para 20 vagas. A banca e os concorrentes foram lindas, o que me acrescentou muito. É muito bom entrar em um curso no qual a eliminatória te acrescenta e muito, cada um que falava e as intervenções da banca foram já me abrindo os olhos para muita coisa. Essa nova etapa me trará muita luz além de aprendizado. Minha linha de pesquisa será justamente os excluídos, penso no título “ O trabalho da docência nos desvios de conduta dos alunos”, mas ainda não tive nenhum encontro com minha orientadora, por isso não sei se o título continuará o mesmo, mas a pesquisa que quero fazer é justamente como nós professores, podemos trabalhar a aprendizagem dos alunos, quando eles possuem algum distúrbio, seja agressivo, tímido ou apático, pois encontramos vários sintomas, que fazem com que os alunos não tenham uma aprendizagem satisfatória e isso os frustra, e os fazem cada vez mais distantes de nós professores, quero que minha pesquisa ajude a todos educadores e a mim, mas principalmente aos alunos. A PUC vai ficar preta! No dia que fui assinar minha matrícula, uma de minhas amigas de movimentos, passava pela banca de qualificação de projeto para passar para o último semestre do mestrado e concluir sua pesquisa, e nessa banca, em uma salinha modesta da PUC, havia 9 pretos, além que na banca, havia um preto convidado pela mesma. O coordenador falou o quanto estava maravilhado, de ver que tantos pretos, se reuniam na banca de outra aluna, que nunca havia visto isso em outras bancas, e ainda por cima, ter uma pessoa na banca que ainda nem havia começado o curso, no caso eu. Ele lembrou que quando debatia nas reuniões sobre a inclusão de pretos na PUC, que muitos céticos, torceram narizes dizendo que a qualidade das pesquisas iam cair com nossa chegada, e ele pode ver, que nossa presença na PUC, acrescentou muito, inclusive com nossa presença questionadora na banca dos colegas.

Postura Urbana – Esse ano é ano eleitoral, qual sua posição política frente a São Paulo e frente ao Brasil?
Jaqueline Rodrigues – Sou a favor do governo que está do lado das minorias, ou seja, os pretos, mulheres, homos, crianças, moradores de rua, periféricos, entre outros que são excluídos da sociedade. O que muito me preocupa, é que São Paulo move a economia do Brasil, e parece que esse dado, faz com que o capitalismo o habite e o Mercado preocupado em se manter no topo, não deixará (ou impedirá) que governos que pensam nas minorias voltem ao poder. Sabemos que Brasil não é apenas São Paulo, mas o que este dita, transforma opinião de muitos. Vale aos menos favorecidos saberem bem o que são, e a posição que estão, e observarem os políticos que trabalham, para que sejam melhores. O povo não é preparado para compreender o que é a política, o que os torna, analfabetos políticos, o que os faz, visar apenas os que estão nos cargos mais importantes e esquecer de quem faz as leis. E são estes políticos, que muitos não prestam atenção, é que estão nas assembleias ditando o que é melhor, ou pior para nós.

Postura Urbana – Quem é Jaqueline Rodrigues? Como você se autodefine?
Jaqueline Rodrigues – Não dá para falar sobre quem sou eu, sem antes dizer quem fui. Fui uma criança pobre, preta, que como muitas nesse mundo sofreram, ou sofrem racismo, esse fato me trouxe grandes tormentos e inclusive, me acorrentou em uma redoma e de lá não me sentia capaz de sair.
Essa redoma, por anos, me fez negar quem na verdade eu era, ou seja, uma preta que tinha capacidade de ser quem eu quisesse ser, e lutar para ser, e não uma preta insegura, incapaz e sem sonhos. Felizmente encontrei pessoas que foram me ajudando a tirar as cascas da redoma, até me libertar. Hoje posso dizer, que sou Jaqueline Rodrigues, uma mulher preta, guerreira, com ideais, que foi atrás de seus sonhos, que não se abateu com as derrotas, e sim as usou para fortalecimento, e que venceu, mesmo ainda tendo muito a conquistar, me sinto uma vencedora.

Parabéns por seu engajamento em questões tão relevantes Jaqueline, o Postura Urbana agradece a entrevista e lhe deseja Sucesso!

 

fala sobre empoderamento

encontro no quilombo de Eldorado

encenaçãoa peça infantil com alunos, apresentação para escola

EECUN

manifestação das feministas na usp

Imagens: Arquivo pessoal

 

Por JGA

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O que você sabe sobre Modelagem de vestuário!

4 - slide share

Figura 1 – Slide Share – https://www.slideshare.net/CarolinaDomingues/a-influncia-histrica-do-vesturio-na-modelagem-59798396)

 

Para que uma roupa torne-se real é preciso passar por algumas etapas antes, e a MODELAGEM é a primeira delas, com o croqui ou a imagem da peça a ser confeccionada, é preciso elaborar a criação do molde, sendo assim, executar a estrutura da roupa.

Pensar nas proporções do corpo e no caimento da peça é fundamental para criação da base, a partir daí, é preciso interpretar o modelo e modelar de fato,  com a modelagem concluída, o próximo passo é o corte do tecido respeitando sempre seu fio, e depois, vamos para a união das peças, ou seja, a costura>  pronto peça finalizada!

8 -molde - moldes e dicas de moda

Figura 2 – blog moldes e dicas

Mas de onde surgiu a modelagem?

História,

O fator que mais influenciou a “invenção” das roupas foi a necessidade de proteção do corpo pelos nossos ancestrais. A partir do uso das peles, simplesmente jogadas sobre o corpo, surge também a necessidade de torná-las maleáveis para que tivessem melhor assentamento e conforto.
As primeiras manifestações de modelagem do vestuário surgem a partir do momento que o homem descobriu a técnica do curtimento das peles e da agulha de ossos, ainda no período Paleolítico.

Bem depois disso, a  intenção estética da vestimenta era somente de cobrir o corpo como formas de proteção e de pudor; e os tecidos e ornamentos (bordados, pedrarias, jóias) tinham como função única de diferenciador social. Porém, no período das Cruzadas (século XI), Laver (1996: 56) cita, que a reabertura do comércio com o Oriente os cruzados trouxeram não somente os tecidos, mas as próprias roupas. Com isso surge no Ocidente, segundo o mesmo autor, o início da técnica do corte, que no Oriente já era bastante aprimorada.

Grandes avanços nas técnicas de corte, começaram por volta de 1589, quando é publicado em Madrid (Espanha), o primeiro livro sobre as técnicas de alfaiataria Livro de Geometria y Traça de Juan de Acelga. As extraordinárias variedades das formas do vestuário contidas nesta obra impõem um desenvolvimento técnico incomparável nos séculos seguintes.
A partir das técnicas de alfaiataria surgidas nesse período as roupas atingiram um grau surpreendente de elaboração e refinamento.

Com estes avanços, a França lança a primeira Escola de Moda, exclusivamente para alfaiates e sapateiros, em 1780. Mas é a Inglaterra que se destaca com a adoção da alfaiataria, lançando moda masculina para toda a Europa.
Segundo Laver (1996: 158), este fato se “deveu em grande parte, à habilidade superior dos alfaiates de Londres, treinados para trabalhar a “Casimira”. Esse tecido, de maneira diferente da seda e de outros materiais finos, pode ser esticado e, desse modo, bem moldado”. Procurando um conhecimento mais exato das medidas básicas do corpo humano, os alfaiates lançaram as bases da antropometria.

O ofício de modelar era somente exclusivo dos homens, as mulheres começaram a  se destacar na modelagem após a revolução industrial.

Na segunda metade dos anos de 1960, profundas transformações acontecem neste setor. Por outro lado, começa a surgir uma nova classe de estilistas, voltados para a consultoria nas grandes indústrias, as quais, a partir dos anos 50 deste mesmo século, se afirmam no mercado com suas produções em grande escala.  Produtos  estruturados através da modelagem plana, a partir dos moldes bases que são construídos com o auxílio de tabelas de medidas padronizadas pela ISO.
A aprendizagem e as novas técnicas de modelagem começam a estruturar-se de forma mais sistemática e de acordo com as exigências dos novos tempos. Ampliam -se as publicações de revistas com vários conceitos de moda, novas tendências e modelos acompanhados pelas suas respectivas modelagens, para serem reproduzidas de forma prática, em vários tamanhos e acessíveis às pessoas que tenham o conhecimento mínimo na arte do corte e costura.

(http://fido.palermo.edu/servicios_dyc/publicacionesdc/vista/detalle_articulo.php?id_articulo=5906&id_libro=16)

Existem algumas técnicas de modelagem, são elas;

Bidimensional ou plana – elaborada no papel, pode ser realizada por método geométrico tradicional com cálculo, ou por método de gabarito onde o cálculo matemático já foi definido por várias escalas.

Tridimensional ou moulage – elaborada em um manequim de costura diretamente no corpo de quem se está confeccionando a roupa.

 Modelagem vetorizada – elaborada diretamente no computador por algum programa cad.

1 - senaiFigura 3 -Sote Senai – método de modelagem plana geométrica com cálculo

5 - marcia moraisFigura 4 –  site Márcia Morais – método de modelagem plana geométrica com cálculo

7 moulage - orbitatoFigura 5 – Moulage _ Google imagens

3 - audaces

Figura 6 – Site Audaces – método de modelagem vetorizada –

magic corte -

Figura 7 –  Site Magic Corte – Método sem cálculo

A semana que se passou pra mim foi intensa e de muito aprendizado, sempre gostei de modelagem, muito antes de escolher moda como profissão, cresci vendo minha avó costurar, pintar, bordar, e minha mãe também costura e modela e no final dos anos 80, ela fez alguns cursos de corte, costura e modelagem, ela fazia muitas roupas para mim e minhas irmãs e também para meu pai, eu adorava observar minha mãe e minha tia desenhando os moldes e sempre pedia para minha mãe fazer roupas para minhas bonecas. O tempo passou, eu cresci, escolhi a publicidade como profissão aos 10 anos de idade, fui para a faculdade com 22 anos, cursei publicidade, trabalhei com evento, com marketing e vendas, com demonstração de produtos, enfim, em 2012 resolvi entrar em um curso de corte e costura, depois de muito minha mãe ter me dado essa dica,  e daí não parei mais, fiz vários cursos na área de moda no Senai e Senac, e depois cursei moda no Centro Universitário Anhanguera, a paixão só cresce, e vira e mexe participo de eventos e faço cursos de atualização, há 1 ano, conheci a Moda Inclusiva que consiste na criação de vestuário e acessórios para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida e isso fez com que eu voltasse a estudar modelagem de maneira mais detalhada, pesquisei vários métodos de modelagem plana, eu aprendi a modelar no Senai pelo método geométrico, mas eu buscava algo mais prático, conheci a modelagem de gabarito de algumas empresas e ainda não era o que eu procurava, foi então, que mexendo nos arquivos da minha mãe, ela possui uma relíquia de material de moda desde a década de 1960, encontrei um jogo de gabarito e vários livros da Magic Corte, gostei de cara do material, pesquisei, entrei em contato com a empresa, eu já tinha intenção de lecionar,  logo depois, fui informada de que haveria um curso de Formação de Professoras pelo Método, não pensei duas vezes, me inscrevi e aguardei ansiosa pelas aulas que aconteceram semana passada, gostei de tudo que aprendi,  e gostei muito de toda equipe Magic Corte. Essa semana é por em prática o aprendizado e estudar para prova para pegar minha habilitação pra ensinar o método.

mixFigura 8 – Arquivo Pessoal ( jogo de gabarito Magic Corte de 1988)

Figuras 9 – Arquivo pessoal  (encerramento do curso)

 

Por JGA

 

 

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O que você sabe sobre FILOSOFIA NEGRA?

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Figura 1 – Imagem Google Imagens

Filosofia – Conceito – segundo o site https://www.significados.com.br/filosofia/, FILOSOFIA
é: palavra grega que significa “amor à sabedoria” e consiste no estudo de problemas fundamentais relacionados à existência, ao conhecimento, à verdade, aos valores morais e estéticos, à mente e à linguagem.
E Filósofo é um indivíduo que busca o conhecimento de si mesmo, sem uma visão pragmática, movido pela curiosidade e sobre os fundamentos da realidade.

Sempre gostei de ler, mesmo antes de saber ler, eu gostava de olhar o formato das letras e observar as figuras, isso com 4, 5 anos, fui alfabetizada aos 6 quando entrei no pré e ficava encantada de poder ler uma coleção de livros infantis que havia ganho de meu pai 1 ano antes. e assim se seguiu e segue por toda minha vida.
Me interessei por filosofia na adolescência, lendo um livro aqui outro acolá, sempre havia citações filosóficas em muitos deles, e eu comecei a conhecer alguns filósofos, Voltaire foi que me apaixonei de cara e a frase dele que me guia é : “Posso não concordar com o que dizes, mas defenderei até o último o seu direito de dizê-lo” (alguns dizem que essa frase não é dele), enfim. Tive uma introdução básica de Filosofia no ensino médio e na faculdade de publicidade tive 1 semestre de Filosofia com um professor muito louco, chamado Gilberto, rsrsrs.  Em minha lista de filósofos constam: os alemães Friedrich Nietzsche e Immanuel Kant, os gregos Platão e Sócrates, o italiano Tomás de Aquino, o francês Descartes, da safra recente, gosto dos brazucas, Mário Sergio Cortella e Leandro Karnal.
Mas e o que se sabe de Filosofia Negra?
A começar que no Brasil, existiu um filósofo negro chamado Antônio Pedro de Figueiredo, um mulato de pais pobres e desconhecidos, que nasceu em 22 de maio de 1822, na vila de Igarassu , em Pernambuco. Viveu no século XIX. Morreu em 21 de agosto de 1859, em sua curta vida, de 37 anos,  deixou um conjunto de ensinamentos, que merecem ser reavivados em nosso tempo. Foi professor e jornalista. Lecionou, escreveu, traduziu livros do francês e do inglês, e se envolveu ativamente na vida intelectual, social e política de seu tempo. Foi professor do Liceu do Recife e do Ginásio Pernambucano. Fundou e foi editor da Revista Progresso (1846-1848). Fonte:http://www.recantodasletras.com.br/artigos/1808214

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Figura 2 -Antônio Pedro de Figueiredo (imagem wikipédia)

Machado de Assis, nasceu em 21 de junho de 1839 no Rio de Janeiro, e faleceu em 29 de setembro de 1908 também no Rio de Janeiro. Viveu a intensidade do século XIX e faleceu no início do século XX.
O patrono da Academia Brasileira de Letras, considerado um dos maiores escritores brasileiros, tem em sua obra muitos aspectos filosóficos, em “Rabugens de Pessimismo”. É com essa obra que se afirma em toda a sua plenitude, ao que poderíamos qualificar,sob certo prisma,de “fase filosófica” da criação machadiana,quando o enredo ou a trama dos romances adquirem transparência através dos valores introspectivos do autor, cuja presença risonha e crítica ora ilumina os episódios, ora lhes oculta o sentido,quando não os abre num desconcertante leque de perspectivas. Fonte: A filosofia na obra de Machado de Assis – Miguel Reale

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Figura 3 – Machado de Assis (imagem wikipédia)

Na filosofia brasileira contemporânea da atualidade, destaque para nomes como Abdias do Nascimento Nascimento: 14 de março de 1914 -Brasil – Falecimento: 23 de maio de 2011 no Rio de janeiro. Como poeta e escritor foi ativista social e defensor da cultura negra.

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Figura 4 – Abdias do Nascimento (imagem wikipédia)
Sueli Carneiro, é fundadora e atual diretora do Geledés — Instituto da Mulher Negra e considerada uma das principais autoras do feminismo negro no Brasil.

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Figura 5 – Sueli Carneiro (imagem site geledes)
Renato Noguera, filósofo, professor da UFRRJe pesquisador do Afroperspectividade.

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Figura 6 – Renato Noguera (imagem http://negrobelchior.cartacapital.com.br/afroperspectividade)

Outros nomes pelo mundo:
Molefi Kete Asante , Afro-americano, historiador, filósofo, poeta, dramaturgo e pintor. Ele é uma figura proeminente nas áreas de estudos afro-americanos, Estudos Africanos e Estudos de Comunicação. Como professor do Departamento de Estudos Afro-Americanos da Universidade de Temple nos E.U.A, onde criou o primeiro programa de Doutoramento em Estudos Africanos e Afro-americanos.

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Figura 7 – Molefi Kete Asante (imagem https://plataformagueto.wordpress.com/2014/02/25/entrevista-a-molefi-kete-asante/

Souleymane Bachir Diagne, é do Senegal, professor da Universidade de Columbia, acredita que os flósofos africanos precisam tornar o trabalho deles mais acessível aos seus compatriotas. Ele declara: “Nós devemos produzir os nossos próprios textos em línguas africanas”.

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Figura 8 – Souleymane Bachir Diagne (imagem site geledes)

Léonce Ndikumana é do Burúndi – hoje é professor de Economia da Universidade de Massachusetts em Amherst. Em seu livro “Africa’s Odious Debt: How Foreign Loans and Capital Flight Bled a Continent”

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Figura 9 – Léonce Ndikumana (imagem google imagens)

Wanderson Flor do Nascimento é professor de Filosofia da  Universidade de Brasília (UnB), e criou o site http://filosofia-africana.weebly.com/textos-diaspoacutericos.html, onde consta uma acervo vasto de filosofia negra, vale a pena conferir.

Fontes Pesquisa:
https://www.geledes.org.br/cinco-pensadores-modernos-africanos-que-tratam-de-identidade-lingua-e-regionalismo/
http://filosofia-africana.weebly.com/
Wikipedia

Por :JGA