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Rosangela Rubbo,Artes Manuais, Moda e Consumo Consciente!

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Rosangela Rubbo – empreendedora, artesã, modelista.

Cidade: Campinas -SP

Postura Urbana – Como começou seu envolvimento com a moda?

Rosangela Rubbo –  Com a moda especificamente eu comecei quando fui para a faculdade de designer de moda e vi que tudo aquilo que eu tinha aprendido numa vida toda (fui fazer faculdade de moda quando eu já tinha 50 anos) Percebi que a costura, o patchwork, o artesanal de uma forma geral era muito presente na moda e se valorizando cada vez mais. Fiquei encantada e resolvi trabalhar para que as atividades manuais fossem cada vez mais valorizadas

Postura Urbana – Defina moda.

Rosangela Rubbo –  Moda é a expressão cultural de um povo, é a forma como falamos do nosso mundo, das nossas raízes. Mesmo que ela esteja muito globalizada sempre haverá um toque local causando a diferença.

Postura Urbana – O que te inspira?

Rosangela Rubbo –  A mulher me inspira, com tanta luta para libertá-la de amarras, gosto de mostrar que aquilo que outrora era sinal de submissão, hoje pode ser motivo de emponderamento e ao mesmo tempo, trás feminilidade e beleza, por que o encantamento com o belo, é a marca da mulher. A mulher é a responsável pelo que de mais belo existe, a vida, então ela nunca deveria afastar-se desta magia.

Postura Urbana – Acha que o conceito de capitalismo consciente é uma tendência passageira?

Rosangela Rubbo –  Não, eu acredito que veio para ficar. É claro que teremos que avançar muito, mas estáa consciência é que permitirá que o capitalismo sobreviva. O capital tem necessidade de expandir-se e só fará isso através de novas frentes de consumidores, de aumento de mercado. Ao mesmo tempo, terá que ser social e ambientalmente  justo pois só assim o planeta e o capitalismo poderão sobreviver.

Postura Urbana – Qual sua visão da moda brasileira?

Rosangela Rubbo –  Apesar de muitas opiniões contrárias, acho a moda brasileira bastante punjante. Temos um DNA que, queiramos ou não, se faz visível na forma como nos vestimos, como usamos acessórios, como decoramos nossas casas, nas nossa construções arquitetônicas, etc.  A produção em si, também é forte, veja quantos pequenos negócios existem na órbita da moda.

Postura Urbana – Sendo o brasileiro um povo criativo por natureza, porque então a necessidade das grandes marcas se basearem tanto na moda que vem de fora, principalmente a europeia?

Rosangela Rubbo –  Eu penso que isso se deve a nossas escolas. Temos muitas escolas, mas este ramo de educação é bastante recente, e , não sei se estou correta, mas acredito que se baseiam em grades de grandes escolas estrangeiras, principalmente França e esta visão é passada para os alunos. Além disto, por ser uma atividade educacional muito recente, os poucos grandes estilistas do século passado, foram ou autodidatas ou se formaram fora, o que não contribuiu para um pensar brasileiro.

Postura Urbana – Pra você qual a importância de resgatar trabalhos manuais?

Rosangela Rubbo –  Como disse é uma luta para emponderamento feminino. As mulheres da minha geração aprenderam muito dos trabalhos manuais e nunca pensaram que isto poderia levá-las a tornarem-se profissionais e garantir-lhes liberdade econômica, consequentemente não ensinaram aos seus filhos. Se pensarmos que com tanta dificuldade que a mulher tem para sobreviver com infinitas jornadas de trabalho a atividade artesanal é um caminho muito bom que consegue conciliar vários deste mundo em que estamos imersas. Além disto, da mulher acho que o trabalho artesanal deveria ser preservado e trabalhado por homens e mulheres, é uma expressão cultural muito importante. Todo mundo tem a memória de uma costureira na infância, dá avó bordando ou tricotando…é nossa história que está aí para ser lembrada e preservada. Por fim, também penso que é uma forma de nos contrapormos a este mundo pós contemporâneo e alucinado, uma forma de nos voltarmos para dentro, pra o belo, para a paz, para o fluir da vida.

Postura Urbana – Qual seu envolvimento com projetos sociais?

Rosangela Rubbo –  Sou apaixonada por projetos sociais. Participei de vários e vejo como um grande caminho para ajudar a eliminação da pobreza, para a melhoria da educação, para a valorização da comunidade e do ser humano. Quando você pensa um projeto social, automaticamente você volta os olhos para uma comunidade específica, para avaliar quais as necessidades daquelas pessoas, o que poderia realmente ajudar, como conseguir empatia…é um olhar diferente, profundo, nunca será superficial. Ok vc pode dizer que algumas pessoas só querem ganhar um dinheiro extra, mas mesmo assim precisa mergulhar neste universo para adequar seu projeto àquelas pessoas especificamente, e isto não se faz sem conhecer.

Postura Urbana – Pra você, o que realmente falta para que o governo de fato

efetive programas de política pública eficientes e constantes?

Rosangela Rubbo –  Investir em educação, um povo com boa educação, com bom repertório, cobra dos seus governantes. Acho que por isto que nunca investiram rsrsrsrsrsr

Postura Urbana – Como surgiu a escola Rubbo?

A escola Rubbo surgiu da minha constatação na faculdade, que as atividades manuais eram muito valorizadas e as pessoas não se davam conta disto. Muita gente que é criativa não se aventura nas artesanias pensando nisto, como um hobby e na verdade isto pode tornar-se um grande negócio ao mesmo tempo que ressignifica todo um passado de memórias que todos nós carregamos.

Postura Urbana – Como Rosangela Rubbo se define?

Rosangela Rubbo –  Uma pessoa inquieta que deseja sempre mais e mais conhecimento, quero difundir cada vez mais o que sei.

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A Rubbo – Escola de Moda e Manualidade está situada na Rua: Santo Anastácio 78

Jardim Nova Europa Campinas
Fone (19) 3278-2107
Cel (19) 9 9795-5965

Ro, o POSTURA URBANA agradece a entrevista, Sucesso!

Imagens e vídeo: Arquivo pessoal

POR :JGA

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Telma Scudeler! Moda, Costura, Empreendedorismo…

Telma Scudeler – Confeccionista
Cidade: Sorocaba -SP
Conheci a Telma em um curso de confecção de bolsas no Senai Ipiranga( bairro aqui de Sampa), isso foi em 2012, moça de sorriso fácil, logo nos aproximamos e tivemos empatia, descobri sua paixão por gatos, ela descobriu o minha paixão por bichos em geral, assim como eu, ela também é sagitariana e não leva desaforo pra casa, daí surgiu uma amizade que perdura té hoje, conheça um pouco da história dela a seguir:
Postura Urbana: Você vem de outra área, como começou a confeccionar bolsas?
Telma Scudeler – Em 2007 quando sai do mercado de trabalho, após longos anos trabalhando nas áreas financeira, comercial e marketing em multi-nacionais e empresas de grande porte no varejo brasileiro; eu sempre amei comprar roupas,  bolsas, sapatos, perfumaria, etc…. coisas que mulheres adoram. E pensava:  “gostaria de confeccionar bolsas”. E pensava: como assim? Se eu nem sei pregar um botão. Foi uma longa jornada, até chegar aqui.
Postura Urbana: Você sempre gostou de moda?
Telma Scudeler – Sim. Sempre gostei de moda, mas nunca segui a moda. Sempre uso peças que me deixam confortável e elegante ao mesmo tempo. É claro que cada ocasião exige um visual adequado. Gosto de usar todos os estilos. Gosto de cores, jeans, vestidos, peças retrô e vintage. Acredito que cada pessoa faz a sua moda. Se você se sente bem como está vestida, é o que importa.
Postura Urbana: Como é seu processo de criação?
Telma Scudeler – No começo não havia “processo de criação”. Eu desmontava peças e refazia, somente para aprendizado. Meu processo de criação começou a existir, após cursos técnicos presenciais e online, onde você começa a adquirir bagagem e começa a definir que linha quer seguir. Hoje eu crio minhas peças baseadas em inspirações. Foco em um tema e minha cabeça começa a viajar. Pode ser um país, coleção de perfumes, um passeio, bolinhas de gude, ecologia… e  por ai vai.

Postura Urbana: Qual a maior dificuldade em manter um negócio próprio?

Telma Scudeler – Hoje só se fala em carga tributária e isso pesa muito. Meu negócio é pequeno e formalizado, então, optei pelo SIMPLES NACIONAL. Meu negócio está dentro do que o governo exige. Pago um único imposto mensal com valor baixo, mas quero crescer, e crescer exige um upgrade também nos impostos.

Postura Urbana: Quando não está trabalhando o que gosta de fazer?

Telma Scudeler – Adoro cozinhar (minha segunda paixão). Amo fazer pães, doces, bolos. É um prazer muito grande quando estou em uma cozinha. Depois de tudo, você reúne a família, amigos e com uma mesa bem farta não há quem resista…kkk… Adoro sair para tomar café com as amigas, cinema, coisas que fazemos cotidianamente.  A compulsão por compras, ficou no passado.

Postura Urbana: Qual seu conselho para quem quer começar a confeccionar bolsas?

Telma Scudeler – Se esse é o seu sonho, vá em frente e não desista. MUUUUUUUUiiiiitttooooosssss obstáculos aparecerão e você será testada por todos eles para saber até onde chega sua força de vontade.  Não conte com a SORTE. Ela quase nunca aparece. Fazer bolsa é um ofício que exige muito capricho e fazer uma peça bem feita, requer muito tempo e paciência. Como uma pessoa exigente que sou com meu trabalho, minhas peças devem estar impecáveis.  Procure cursos profissionalizantes no Brasil ou exterior. Como no começo tudo é difícil para quem não tem experiência, comece com tutoriais espalhados pela internet. Tem muitos modelos bem fáceis de fazer. Frequente feiras e eventos da área como Couro Modas, Francal, entre outras. Afinal, o mercado pede novidades.

Postura Urbana: O que vale a pena e o que deve ser descartado?

Telma Scudeler – Vale a pena investir em você. Faça cursos técnicos profissionalizantes, leia muito sobre o assunto, fique ligado no que o mercado exige. Lá atrás, no comecinho eu pensava: vou gastar dinheiro com cursos caros. Isso se faz necessário, afinal, não é gastar dinheiro como eu pensava e sim, investir em você e conhecimentos. Até aqui tudo valeu a pena, até os meus tombos e erros, porque errei muito por não ter experiencia no começo. Tudo faz parte do aprendizado, pois, acertos e erros são combinações perfeitas para o crescimento e sucesso, tanto pessoal como profissional. O que não te agrega em nada, deve ser descartado.

Postura Urbana: Como Telma Scudeler se autodefine?

Telma Scudeler – Me defino como uma pessoa insistente, persistente e lutadora. Se não tivesse confiança e vontade, nada teria acontecido.  Também me considero muito criativa, aliás, isso vai melhorando com o tempo.

 

Telma é muito talentosa e caprichosa, confiram suas criações:

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Imagens: Arquivo Pessoal

Encomendas e Aulas –  Sigam no Instagram @cantaloabolsas

 

o Postura Urbana agradece a entrevista Tel, SUCESSO!!!

Por JGA

 

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Design Estratégico – Mapa de Possibilidades

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Muito tem se falado em Design Thinking,  definido como:  Ferramenta de inovação para empreendedores, tem a função de ser uma abordagem que busca a solução de problemas de forma coletiva e colaborativa, em uma perspectiva de empatia máxima com seus stakeholders (interessados): as pessoas são colocadas no centro de desenvolvimento do produto – não somente o consumidor final, mas todos os envolvidos na ideia (trabalhos em equipes multidisciplinares são comuns nesse conceito).

( https://endeavor.org.br/tecnologia/design-thinking-inovacao/)

 

O Design Estratégico, abarca conceitos do Design Thinking, porém é considerado uma metodologia que foca em 3 pilares:

Entender as necessidades do cliente;
Criar um relacionamento de longo prazo;
Repensar os processos e a forma de gestão.

“O design estratégico oferece orientações técnicas e criativas a partir da perspectiva social e incentiva a escuta, a pesquisa qualitativa e a criação de cenários. Executa e amplia os processos de design estratégico formados com seus clientes, parceiros e colaboradores por meio de uma rede de inovação e produção de valor”.

(PASTORI et al., 2009).

O design estratégico pode ser usado como ponto central em um modelo de negócio. As metodologias e ferramentas ajudam as empresas a entender seus usuários, suas necessidades e seus desejos, bem como suas angústias e irritações.

Uma ferramenta fundamental do Design Estratégico é a Comunicação Assertiva, que é a capacidade de nos expressarmos honestamente, sem negarmos os direitos dos outros de fazerem o mesmo. 

 

  • Fundamentos Principais:
  • Inteligência Emocional;
  • Motivação;
  • Respeito.

Atualmente é preciso pensar e repensar a forma como adquirimos ou produzimos produtos e serviços, transparência e honestidade são elementos fundamentais e indispensáveis. Pode-se afirmar que usar os tópicos do design estratégico, é como se nortear através de uma bússola.

Imagem:  www.eremedia.com

 

Por JGA

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Moda e Inovação – Keka Bego!

kekaCriadora de um produto inovador em moda, Keka Bego, empresária de São Paulo, conta um pouco de seu produto e de sua história! Confira!

Postura Urbana:  Fale sobre sua criação:

Keka:  Biquíni mutável, o biquíni que muda por e para você! Desde que surgiu o nome biquíni em 1946, onde a inovação foi cortar o maiô ao meio, virando duas peças. De lá pra cá, foi mudando os modelos a cada década praticamente, e desde 2008, entrei com pedido de patente que tramitava no INPI , só foi concedido em 2017… um parto de 9 anos…mas certificado que comprova realmente ato inventivo, ou seja , o biquíni mutável vem agregar valor e benefício para estes modelos de biquínis já existentes.
Entrando no conceito inovador qualquer modelo de biquíni pode receber encaixes diversos ( qualquer tipo de aviamentos)e devem ser localizados estrategicamente nessas peças base. Criamos peças avulsas de sutiã e calcinha, elaboradas propositadamente para trocas nas bases, podendo ser maior, menor ou de tamanho igual , livre escolha do desenvolvimento, e ao somarmos essas peças avulsas na base, quando encaixadas , você muda o visual, passando de uma simples peça , para no mínimo , 3 em 1, podendo ter sucessivas trocas e acompanhar tendências com estampas diferenciadas a cada coleção e com a vantagem de garantir aquela sonhada marquinha única.
Mas não é só, ainda pode ser criada peças avulsas com novos formatos, transformando essas peças de sutiã e calcinha com encaixes em novas peças, tais como, biquíni x maiô, biquíni x saídas de praia, e mais o que a criatividade permitir, além de que favorece o planeta, é um conceito repensável, responsável, reutilizável e até reciclável. Moda útil e não fútil que visa atender consumidoras seletivas e conscientes, com menor descarte, refil para trocas das peças avulsas que garante economia.

Esse mês tem promoção no site, quer ganhar um #biquiniinovador e participar de um ensaio fotográfico profissional? Acesse e se inscreva:

www.kekabego.wix.com/kmaisk

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Postura Urbana: A ideia do biquíni mutável veio com o TCC da sua faculdade?
Keka: Não foi especificamente TCC, foi pesquisa acadêmica para aula de marketing, inovação em produto no período da faculdade 2008.

Postura Urbana: Por que você pensou em um produto de moda?
Keka: Na ocasião eu trabalhava com organização de eventos de moda B2B, participava de palestras ligadas ao setor, soube que a Rússia é um País fechado a importação, tem aberturas apenas para marcas consagradas e o único produto que é receptivo sem marca, é a moda praia, o Brasil é visto no mundo como potencial fornecedor para este segmento. Talvez por conter essas informações, estava aberta a receber sugestões nesta direção.

Postura Urbana: Você sempre fala que por ser de outra área, não entende o universo da moda. Como Você enxerga a moda?
Keka: Marketing é voltado a resultados, inovação cabe em qualquer setor, tanto para serviço ou produto, porém na moda encontro barreiras até hoje para implementação no mercado, talvez a visão é limitada em relações jurídicas, creio que no Brasil não temos cultura sobre “PATENTES” um dos motivos que dificulta ainda mais a negociação no setor. Aquele velho ditado: ” na moda nada se cria e tudo se copia”, é um obstáculo para produtos patenteados. A moda é um ciclo, se repete épocas, mudando cores, imagens, mas é fechada para novas ideias, uma inovação em si, mesmo sendo esta de baixo custo, favorecendo produção e o planeta por ser sustentável, já que traz alguns “R’s”, tais como, responsável, repensável, reutilizável e pode ser até reciclável, enfim, na minha visão, a moda, na grande maioria fabril do Brasil, segue o conceito de descarte, de trocas rápidas, tendências, fast fashion, voltados para volume de vendas e não valor agregado a marca. Apesar que a tendência mundial visa buscar a sustentabilidade , essa postura deverá ser revista para se preservar e se manter no futuro, então creio que a mudança se fará necessária, logo chegará por aqui o conceito, consumo consciente, já praticado internacionalmente em alguns países. Quero mudar minha visão em breve, de moda fútil, para moda útil.

Postura Urbana: Empreender no Brasil é difícil por que?
Keka: Totalmente difícil, muitas taxas, impostos e leis que desfavorecem o crescimento econômico, esbarramos na “burrocracia”, altos índices de desempregos porque sofremos ações trabalhistas, não temos a cultura do trabalho solidário, cooperativo, enfim, não temos apoio governamental, nem mesmo em se tratando de inovação, que muito se fala em vários órgãos de apoio, mas só teoria, não na prática. Eu creio que empreender no Brasil é um ato revolucionário, você deve ser ousado e apaixonado pelo que faz, tem que ter garra para vencer todos os obstáculos a cada dia e se manter firme.

Postura Urbana: Quem é a empreendedora Keka Bego?
Keka: Louca kkkkk, me decifro como a carta do louco, 8 ou 80, sem meios termos, brincadeira a parte, não tão radical, sou maleável porque tudo é passível de melhoramento eu creio, mas sou persistente quando tenho uma ideia a qual acredito, por isso estou na peleja desde 2008 com o projeto “biquíni mutável”, uma inovação brasileira patenteada, o que significa que não existe mundialmente, tenho certificado do INPI e isso que já me traz contentamento, posso me sentir vitoriosa por quebrar paradigmas…combina comigo!

Postura Urbana: O que você espera que aconteça com seu produto?
Keka: Que caia como outra “bomba” , no aspecto favorável é claro, assim como quando surgiu o biquíni em 1946, que recebeu esse termo devido os acontecimentos na época. Eu espero que seja um produto a favor do planeta, que possa contribuir para o consumo consciente, que o seu VALOR seja agregado no seu significado, por sua proposta e não só no dinheiro em si, preço é o que se paga, valor é o que se leva.

Postura Urbana: No mundo corporativo o que vale e o que não vale a pena?
Keka: Na minha concepção de vida, vale ter atitude consciente, coerente, honestidade, honra e comprometimento, valores que se englobam em sólidas parcerias, porque traz resultados favoráveis para todos os envolvidos em uma negociação. Diferente dessa linha de raciocínio, não é válido entrar no mundo corporativo, você acabará sendo só mais um, sem significado real e propício ao colapso, vir a ruína no amplo sentido.

Aqui você encontra mais detalhes sobre o biquíni mutável:

https://kekabego.wixsite.com/modapraiainovacao

Keka, parabéns pela criatividade, sucesso sempre, o Postura Urbana agradece a entrevista!

Imagens: Arquivo Pessoal

Por: JGA

 

 

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Arte e Empreendedorismo – Marcia Papoti

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Postura Urbana: Você é atriz, como iniciou sua carreira?
Marcia Papoti: Sou. Eu sempre gostei do palco, fiz jazz, ballet clássico quando criança, mas sempre fui tímida. Como gostava de exatas, resolvi cursar engenharia têxtil, mas após algum tempo queria dar uma mudada, estava cansada e resolvi fazer um curso livre de teatro para ver se era isso que eu queria. Ai me apaixonei e não parei mais. Me formei e não parei de estudar e trabalhar.

Postura Urbana: Por que no Brasil viver de teatro não é viável?
Marcia Papoti: As pessoas não dão muito valor a arte aqui. Preferem gastar R$ 30,0 em um bar do que em uma peça. Não temos apoio do governo,as leis de incentivo são tão difíceis de conseguir. Mesmo amigos meus que me pedem pra avisar quando estou em peças, sempre dão uma desculpa e não vão. Já levei várias pessoas ao teatro que nunca tinham ido. Mas fiz parte de uma Cia de teatro musical “Cottal” que levávamos teatro para escola pública, centro cultural, fábrica de Cultura gratuitamente para pessoas que não podem pagar poderem ter acesso a arte, era incrível.

Postura Urbana: Quem são seus atores inspiração?
Marcia Papoti: Gosto muito de Fernanda Montenegro , Glória Pires e Toni Ramos
Postura Urbana: Você é empreendedora, como concilia sua carreira com sua loja?
Marcia Papoti: Na verdade a loja é do meu namorado. Fazemos tudo juntos, ele me incentiva muito, então posso sair pra ir em testes, ensaios e trabalhos como atriz tranquilamente. Mas sempre que não vou estar(na loja), tento adiantar ao máximo ou trabalhar mais tempo, pois amo ser atriz. Quanto a loja, precisamos nos empenhar muito, quando se tem um negócio, pois dependemos de nossa produção e de nossos clientes.

Postura Urbana: Como o atual cenário político interfere em suas atividades profissionais?
Marcia Papoti: Interfere muito, pois com essa crise caem as vendas da loja, as pessoas compram o necessário. Mas sempre criamos um diferencial, fazemos promoções, vamos até a necessidade do cliente, com qualidade e preço justo. O governo não dá apoio, a entrada de produtos chineses é muito facil, com qualidade ruim e preço super baixo, com isso a concorrência fica desleal, mas temos que inovar sempre, manter uma boa qualidade, um preço atraente e não deixar a peteca cair.
Em relação as artes, temos que nos produzir com o pouco que temos, arranjar figurino, cenário,locar um teatro mais barato, criar um texto diferente que atraia as pessoas. Sempre estar ligada nos testes , se aperfeiçoar sempre e correr atrás, pois tem muita gente que entra por indicação.

Postura Urbana: Qual sua área de formação?
Marcia Papoti: Engenharia Têxtil, pós graduada em Marketing e Negócios da Moda, Profissionalizante de Teatro e TV e vários cursos de TV, Cinema, Teatro, Teatro Musical entre outros.

Postura Urbana: Vamos de Quiz?

Marcia Papoti:  Vamos.
P. U – Uma música: Marcia Papoti: Preciso do seu sorriso – Mariana Aydar
P. U –  Um sonho:  Marcia Papoti:  Atuar em novelas
P.U –  Um livro:     Marcia Papoti: Peça e será atendido – autores : Esther e Jerry Hicks
P.U –  Um lugar:    Marcia Papoti:  Buzios

Postura Urbana: O que diria para novos empreendedores e o que diria para novos atores?
Marcia Papoti: Para Empreendedores: Faça um planejamento antes de montar algo, pesquise o local, passe dias no local, veja qual é o público, pesquise sobre o que está faltando no mercado e se aperfeiçoe nisso. Tenha um capital.
Para novos Atores: Estude muito, se jogue em curtas , grupos de teatro, mesmo que tudo seja voluntário. Adquira conhecimento com isso e portfólio. Faça contatos sempre.
Tenha um material fotográfico, envie para agências, produtoras e entre em grupos no facebook de tudo ligado a teatro, tv , áreas que vc queira trabalhar.

Postura Urbana: Como Marcia Papoti se autodefine?
Marcia Papoti:  Persistente.

Imagens de Marcia como Atriz:

Espetáculo: A SuíteIMG-20180429-WA0039

Musical HairIMG-20180429-WA0038

 

Musical Cabaret

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Musical: RentIMG-20180429-WA0036

Portal dos SonhosIMG-20180429-WA0034

Imagens de Marcia em sua Loja:

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Marcia o Postura Urbana agradece a entrevista, Sucesso em sua trajetória!

Imagens: Arquivo Pessoal

Por JGA

 

 

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Educar com Consciência!

No último dia 25 de abril de 2018, a professora Jaqueline Rodrigues, com a ajuda da professora Valdete  Inácio e a vice diretora Janete Souza dos Santos Lobato, da escola EMEF Manoel Barbosa de Souza situada em Osasco, levaram cerca 30 crianças do quinto ano do ensino fundamental, para assistirem no cinema o filme Pantera Negra, o cinema escolhido foi no SuperShopping Osasco.

A ideia e a iniciativa foram da professora Jaqueline que tem em sua didática de ensino, a conscientização racial, já que o filme Pantera Negra, aborda o emponderamento negro, através da luta de T’Challa o protagonista.

Jaqueline ficou muito feliz em ver como as crianças gostaram desse passeio e fará com elas atividades em sala, refente a temática do filme.

Parabéns Jaqueline!

Seguem fotos do passeio.IMG-20180425-WA0041

 

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Imagens: Arquivo Pessoal Professora Jaqueline.

Outras matérias a respeito do passeio:

http://jornalempoderado.com.br/dia-do-trabalhador-e-estado-de-luta-constante/

 

 

 

Trailer Filme Pantera Negra:

 

Estamos às vésperas da abolição completar 130 anos,(13 de maio de 1888) e o racismo ainda perdura nos dias atuais, aos negros não são dadas as mesmas oportunidades e tratamentos, por mais que nos esforcemos, estudemos, trabalhemos, ainda somos sim vistos com desconfiança, mais cedo ou mais tarde o tal racismo camuflado vai nos atingir. Os dados de genocídio ao povo negro são assustadores em níveis mundiais. E racismo é algo totalmente repugnante, e acontecer no Brasil, país totalmente miscigenado desde o descobrimento, é  ainda mais incompreensível,  todo brasileiro tem sangue negro, é só recorrer a árvore genealógica, cor da pele clara, não quer dizer que a pessoa seja da raça branca, mas isso, muda sim o olhar como a sociedade a encara. E pensar que a África é o berço do mundo!

Para haver indícios de mudança, é preciso Educação Social, Educação dentro de casa e Educação Pedagógica desde o início da vida escolar.

Termino com a frase do grande Martin Luther King que lutou bravamente em prol dos direitos humanos do povo negro:

“Eu tenho um sonho. O sonho de ver meus filhos julgados por sua personalidade, não pela cor de sua pele”.

 

Por JGA.

 

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Jaqueline Rodrigues – Representatividade na Educação

trabalho na porta da sala com alunos no natal

Mulher e ativista da causa pelos direitos da igualdade social, racial e inclusiva, Jaqueline Rodrigues é Pedagoga, reside em São Paulo, prestes a começar seu Mestrado em Pedagogia na PUC, ela nos conta um pouco de sua vivência de luta e sua carreira profissional.

Postura Urbana – Conte sobre sua trajetória profissional:
Jaqueline Rodrigues – Sou professora há apenas 1 ano e meio, mas já trabalho na área há 4 anos, antes de formada trabalhava como estagiaria renumerada, em um órgão da prefeitura de São Paulo, em que olha com carinho para as crianças de inclusão. No primeiro momento se olha para os alunos com alguma dificuldade cognitiva, há formações para esses estagiários mensalmente, no qual levamos o que se passa entre os alunos com essa dificuldade, e com auxílio de mestres na educação ou profissionais da saúde, que sempre nos trazia soluções para nossos obstáculos. Aprendi muito nos dois anos que trabalhei nesse órgão, o que muito me ajuda, hoje, como educadora. Quando formada trabalhei em creches até conseguir entrar na prefeitura de Osasco, como professora PEB I no qual estou há 1 ano. Ainda sou professora seletiva, mas logo creio, serei efetiva.

Postura Urbana – Uma personalidade que você admira( na área política, na área acadêmica ou na literatura)
Jaqueline Rodrigues – Admiro muita gente, mas a que me veio à mente na hora que li a pergunta foi a professora Maria Clara Di Pierro, professora da faculdade de educação da Usp. Em 2016 a conheci pessoalmente quando consegui a muito custo, ser aluna ouvinte dela por um semestre, e conheci essa mente brilhante, que me ensinou muito. Ela tem uma posição segura no que fala, o que me faz querer ser como ela. Ela se preocupa muito com os excluídos e seus livros retratam bem esse sentimento, além do mais, a ouvindo em aula, pude constatar sua indignação, apesar que sutil, na questão.

Postura Urbana – Como você define a situação atual do povo negro? Onde avançamos e onde regredimos?
Jaqueline Rodrigues – Nós estamos ascendendo, a passos lentos, mas estamos alcançando nossos sonhos. Em 2015 em uma reunião de pretos universitários, chamado EECUN, que se realizou na UFRJ por 3 dias, e lá se reuniram 2000 pretos que muito agregou ao meu crescimento. Ali ouvi um dos palestrantes dizer que nós pretos, não podemos apenas parar na primeira graduação, eu já tinha essa ideia em minha mente, mas depois de ouvi-lo fiquei refletindo ainda mais sobre isso, em como nós precisamos nos enriquecer em muitos cursos e não parar pois nossa posição em grandes cargos requer grandes aprendizados, e os excluídos precisam de nós ali, para fazer políticas públicas que os incluem. A meu ver, estamos ainda pouco representados nas políticas públicas, depois de 2014, diminuiu mais ainda nossa representação lá, precisamos de pretos com pulso forte que busquem nossa inclusão em muitos setores.

Postura Urbana – E sobre a posição da mulher negra? Para onde estamos caminhando?
Jaqueline Rodrigues – A mulher preta muito tem se destacado, há várias mulheres por aí que buscam sua posição de guerreira, uma delas que muito admiro é a Djamila Ribeiro, estive em alguns de seus debates e vejo a força da mulher impregnada nela, até sua voz mostra sua força. Ela é um exemplo para muitas guerreiras que estão buscando sua posição no mundo. Toda vez que a ouço, vejo o quanto é importante a representatividade de uma mulher que sabe o que está falando e que mostra o tanto de conhecimento que possui, analiso que quanto mais preparada formos mais nos ouvirão, e estamos nessa busca, vejo muitas de nós em vários cursos de mestrados e doutorados, sabe aquela velha frase dos Panteras Negras? “Vamos nos armar de livros, venceremos com conhecimento”.

Postura Urbana – Porque você acha que é tão difícil para algumas pessoas se assumirem como negra? É uma questão cultural, educacional ou familiar?
Jaqueline Rodrigues – Engraçado que quando comecei minha luta pelos movimentos pretos, ouvi uma preta quase retinta que se via morena, antes de entrar no movimento. Eu olhava para ela e pensava que para mim foi diferente, eu sempre me via preta, mesmo tendo a pele mais clara que a dela e que essa minha visão era por ter sofrido muito por ser preta, um dia aos 15 anos, depois de sofrer um racismo explícito na escola, cheguei em casa chorando escondido e pedi para Deus, com todas as forças de meu ser, que acordasse branca, e em minha ingenuidade acreditei que Deus faria esse “milagre” e acordei frustrada ao constatar que minha pele continuava preta. Vejo que muitos não se veem pretos para não sofrerem tanto, alisam cabelos, passam muitos makes nas faces para branquear e assim conseguirem passar pelo mundo sem cicatrizes. Quando comecei minha transição capilar, minha família olhava consternada, e alguns diziam para eu parar de falar tanto em racismo e alisar meu cabelo de novo que nem preta eu era. Eu sorria, mas minha vontade era chorar de ver tanta ignorância, mas não guardo rancor, apenas entristeço, pois ainda hoje muitos não falam mais no assunto, mas vejo o olhar velado deles ao que digo, procuro não dizer muito, já que na mente de muitos pretos mais claros, é que, quanto mais falamos mais atraímos, como se não falar no assunto fará sumir o racismo existente. Para muitos, tem- se a impressão que depois que começamos a falar, apareceu mais o racismo, mas a verdade é, que ele sempre existiu, nós que fingíamos não existir. Os pretos sofrem mais agressão moral ou física, sofrem mais na posição acadêmica, na educação, na saúde, na perseguição policial e nos genocídios. Dessa forma o racismo é estrutural, ou seja, que faz com quem sofre, e aos que praticam o olhem como normal.

Postura Urbana – Qual a dor e a delícia de ser professora? Qual matéria você leciona?
Jaqueline Rodrigues – A dor de ser professora é ver que falta uma melhor política pública para os excluídos que foram incluídos, mas que de certa forma, não acompanham uma aprendizagem satisfatória, penso que precisam mais cursos para professores se aperfeiçoarem, claro que já existe muitos que buscam seu aperfeiçoamento, mas esses cursos tem que ser constantes, pois a cada dia há mais inclusões e muitos dos quais não temos total conhecimentos, vamos ali meio que pesquisando sozinhas, o melhor caminho a seguir com cada indivíduo. A delícia de lecionar, é ver os olhinhos brilhantes buscando respostas, isso me encanta sempre, cada vez que vejo os olhinhos em minha direção, vejo meus olhos quando busco minhas respostas ao estar em alguma aula, pois toda palestra ou debates que vou ou assisto, busco minhas respostas e meus olhos brilham do mesmo jeito que dos meus alunos, e em cada resposta adquirida, vejo suas posições e falas no que aprenderam, é ainda mais grandioso e prazeroso. Eu sou pedagoga, dessa forma, leciono o básico das principais disciplinas nos 5 primeiros ciclos da educação.

Postura Urbana – E o mestrado da Puc? Um sonho ou uma conquista? Conte como chegou até ele.
Jaqueline Rodrigues – O mestrado foi um sonho que me deu muito prazer em conquistá-lo, há dois anos buscava essa realização, e foi com imensa satisfação que o consegui. Essa conquista é do povo preto, já que foi através de movimentos pretos que se teve cotas nos cursos de mestrado e doutorado da PUC. Foram 3 eliminatórias que me renderam muita dor no estômago e duas noites insones, não por não estar preparada mas pela concorrência, já que se tinha 42 inscritos para 20 vagas. A banca e os concorrentes foram lindas, o que me acrescentou muito. É muito bom entrar em um curso no qual a eliminatória te acrescenta e muito, cada um que falava e as intervenções da banca foram já me abrindo os olhos para muita coisa. Essa nova etapa me trará muita luz além de aprendizado. Minha linha de pesquisa será justamente os excluídos, penso no título “ O trabalho da docência nos desvios de conduta dos alunos”, mas ainda não tive nenhum encontro com minha orientadora, por isso não sei se o título continuará o mesmo, mas a pesquisa que quero fazer é justamente como nós professores, podemos trabalhar a aprendizagem dos alunos, quando eles possuem algum distúrbio, seja agressivo, tímido ou apático, pois encontramos vários sintomas, que fazem com que os alunos não tenham uma aprendizagem satisfatória e isso os frustra, e os fazem cada vez mais distantes de nós professores, quero que minha pesquisa ajude a todos educadores e a mim, mas principalmente aos alunos. A PUC vai ficar preta! No dia que fui assinar minha matrícula, uma de minhas amigas de movimentos, passava pela banca de qualificação de projeto para passar para o último semestre do mestrado e concluir sua pesquisa, e nessa banca, em uma salinha modesta da PUC, havia 9 pretos, além que na banca, havia um preto convidado pela mesma. O coordenador falou o quanto estava maravilhado, de ver que tantos pretos, se reuniam na banca de outra aluna, que nunca havia visto isso em outras bancas, e ainda por cima, ter uma pessoa na banca que ainda nem havia começado o curso, no caso eu. Ele lembrou que quando debatia nas reuniões sobre a inclusão de pretos na PUC, que muitos céticos, torceram narizes dizendo que a qualidade das pesquisas iam cair com nossa chegada, e ele pode ver, que nossa presença na PUC, acrescentou muito, inclusive com nossa presença questionadora na banca dos colegas.

Postura Urbana – Esse ano é ano eleitoral, qual sua posição política frente a São Paulo e frente ao Brasil?
Jaqueline Rodrigues – Sou a favor do governo que está do lado das minorias, ou seja, os pretos, mulheres, homos, crianças, moradores de rua, periféricos, entre outros que são excluídos da sociedade. O que muito me preocupa, é que São Paulo move a economia do Brasil, e parece que esse dado, faz com que o capitalismo o habite e o Mercado preocupado em se manter no topo, não deixará (ou impedirá) que governos que pensam nas minorias voltem ao poder. Sabemos que Brasil não é apenas São Paulo, mas o que este dita, transforma opinião de muitos. Vale aos menos favorecidos saberem bem o que são, e a posição que estão, e observarem os políticos que trabalham, para que sejam melhores. O povo não é preparado para compreender o que é a política, o que os torna, analfabetos políticos, o que os faz, visar apenas os que estão nos cargos mais importantes e esquecer de quem faz as leis. E são estes políticos, que muitos não prestam atenção, é que estão nas assembleias ditando o que é melhor, ou pior para nós.

Postura Urbana – Quem é Jaqueline Rodrigues? Como você se autodefine?
Jaqueline Rodrigues – Não dá para falar sobre quem sou eu, sem antes dizer quem fui. Fui uma criança pobre, preta, que como muitas nesse mundo sofreram, ou sofrem racismo, esse fato me trouxe grandes tormentos e inclusive, me acorrentou em uma redoma e de lá não me sentia capaz de sair.
Essa redoma, por anos, me fez negar quem na verdade eu era, ou seja, uma preta que tinha capacidade de ser quem eu quisesse ser, e lutar para ser, e não uma preta insegura, incapaz e sem sonhos. Felizmente encontrei pessoas que foram me ajudando a tirar as cascas da redoma, até me libertar. Hoje posso dizer, que sou Jaqueline Rodrigues, uma mulher preta, guerreira, com ideais, que foi atrás de seus sonhos, que não se abateu com as derrotas, e sim as usou para fortalecimento, e que venceu, mesmo ainda tendo muito a conquistar, me sinto uma vencedora.

Parabéns por seu engajamento em questões tão relevantes Jaqueline, o Postura Urbana agradece a entrevista e lhe deseja Sucesso!

 

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Imagens: Arquivo pessoal

 

Por JGA