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Sylvio Passos – Músico e Escritor

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Área de Atuação: Entretenimento

Cidade: São Paulo – SP

Postura Urbana: O Nome Sylvio Passos está diretamente ligado ao nome Raul Seixas, quando foi que virou fã de Raulzito? E como decidiu fundar o fã-clube?

Sylvio Passos: Bem, eu ouvia Raul desde de criança, mas só na adolescência é que comecei a compreender melhor suas músicas e aí bateu aquela identificação imediata me levando a fundar o Raul Rock Club em 1981 como uma forma de homenagear meu novo ídolo que acabaria se tornando amigo em pouquíssimo tempo.

Postura Urbana:  O documentário O início, o Fim e o Meio, deixou muita gente de fora, vc não acha que Zé Ramalho deveria ter sido incluso no filme?

Sylvio Passos: Sim, concordo. Mas, muitas outras pessoas de importância singular também não entraram, embora todos tenham gravado seus depoimentos. O filme traz a ótica do diretor, digo, Walter Carvalho, sobre o homem e o artista Raul Seixas, mas não é um filme definitivo. Gostei do resultado final apesar de algumas  ausências. O que mais gostei foi Waltinho ter humanizado Raul, tirando aquela carga messiânica que ainda gira em torno de Raul e que ele mesmo detestava.

Postura Urbana: Fale um pouco da peça Meu Amigo Raul.

Sylvio Passos: “Meu Amigo Raul” apresenta algumas das minhas aventuras com Raulzito, entrelaçadas com a própria biografia dele. Faço papel de mim mesmo no musical o que me colocou numa crise existencial danada (risos). No palco, enquanto escrevo um livro sobre Raul e nossas memórias, atrás de mim, meus companheiros da Putos BRothers Band, mais a atriz Bete Bastos, o interprete de Raul, Jota Peron e o nosso diretor Ton Crivelaro atuam num cenário como se fosse minhas lembranças; todas com diálogos e números musicais resultando num espetáculo emocionante onde conseguimos fazer as pessoas rirem, chorar e refletirem.

Postura Urbana: Fale um pouco sobre a Putos BRothers Band.

Sylvio Passos: A Putos BRothers Band (escreve-se com BR maiúsculo mesmo, numa referência ao Brasil, aos irmãos brasileiros), não é uma banda cover como a maioria pensa. É uma banda autoral com composições minhas em parceria com Agnaldo Araújo. Nos nossos shows prestamos homenagens aos nossos ídolos fazendo releituras de algumas das músicas que curtimos. Estamos em estúdio gravando nosso primeiro disco que será lançado apenas em LP (vinil) e em pendrive no final desse ano ou no inicio de 2014. Não temos gravadora, estamos fazendo um trabalho independente e contando com apoio e a ajuda dos amigos e do público. Enfim, tudo do nosso próprio bolso. Duas gravadoras nos procuraram para lançamento do disco, mas os custos com a produção em estúdio corre por nossa conta já que não temos patrocinadores diretos senão os Brothers mesmo.

Postura Urbana: Como é seu dia a dia?

Sylvio Passos: Corrido, muito corrido. Seja com a Putos BRothers Band, com a peça “Meu Amigo Raul” ou dando suporte para outros amigos e artistas além de dar atenção aos fãs de Raul Seixas. Uma loucura que me dá muito prazer, me faz feliz.

Sylvinho querido, o Postura Urbana agradece sua entrevista, muito sucesso pra vc, eu Jo Joplin pretendo assistir sua peça nesse próximo fim de semana! Positividades!!!

Imagens: Arquivo Pessoal

Por: JGA

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O Bom e Velho ROCK AND ROLL

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Falar de Rock é como falar de uma religião, são milhares de seguidores, em váriados segmentos, classic rock, rock a billyrock progressivo, heavy metal, trash metal, dead metal, rock grunge, rock farofa, punk rock, enfim, não importa a denominação, o que vale é a mensagem, a atitude, o estilo livre, irreverente e despojado, que os rockeiros seguem.

Não é a toa que a caveira é o símbolo do ROCK, isso é a constatação de que o ROCK é para todos, não há preconceito, depois de mortos todos seremos esqueletos, por isso a CAVEIRA nos representa!!!Imagem

Long live  for rock!!!!!

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Roberto Seixas – Músico

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Área de Atuação: Entretenimento

Cidade: São Paulo – SP

 

Postura Urbana: Como se tornou músico?

Roberto Seixas: Querida Jô, primeiro é um prazer imenso para mim, poder  estar falando com você viu, sabes o quanto gosto de ti ta certo, assim como poder estar respondendo as suas perguntas. Bem estou nessa trajetória na música, desde 1985, antes porém apenas tinha o violão como Hobby, tocava alguma coisa e péssimo kkk, mas aos poucos vamos aprendendo ta certo, isso ainda acontece nos dias atuais, ou seja, esse aprendizado entendeu, hoje sou um artista, e dentro dessa arte ainda como disse, procuro aprender todos os dias.

Postura Urbana: Em que momento seu raulseixismo virou seu ganha pão?

Roberto Seixas: Bem, não considero como meu Raulseixismo, considero sim, que sou um artista, aonde tenho quatro CDs gravados ao longo desses 26 anos, com musicas próprias, porém o trabalho e a ideologia de Raul, veio até o meu conhecimento em 1987 entendeu, ano em que comecei com o trabalho cover e sósia, mas tinha EU quando comecei esse trabalho,  um outro emprego querida, era gerente de vendas de uma industria de ferramentas diamantadas, ou seja, trabalhei  nessa empresa ( de 1985 a 1990) e ao mesmo tempo procurava dentro do tempo da empresa, cantar aos finais de semana, mas o tempo começou a passar e meu trabalho na música começou a ficar mais intenso, tanto que em 1990 pedi demissão dessa empresa, para então estar até hoje nesse ,que EU considero, o meu melhor trabalho e vocês os meus melhores patrões, para mim, é de imensa alegria e prazer poder estar cantando para vocês.

Postura Urbana: Complete a frase, Ser sósia de Raul Seixas é…

Roberto Seixas:  Ser sósia e cover de Raul Seixas, é de extrema importância e responsabilidade, primeiro porque foquei meu trabalho na parte ideológica entendeu, não sendo apenas uma marionete etc, a primeira palavra que EU escutei de TONINHO BUDA ( 1991) quando de fato quis me envolver com esse universo querida, e responde a sua pergunta: ele me disse o seguinte:  ” Roberto, quando alguém te perguntar o que significa Raul Seixas para você, diga: RAUL SEIXAS É: ” SOCIEDADE ALTERNATIVA “

Postura Urbana: Qual show vc queria ter feito e não fez?

Roberto Seixas: Poxa, eu ainda tenho esse sonho, o de reunir grandes artistas aí, tipo: Rick Ferreira, Mamão, Edy Star, Jerry Adriane, Zé Geraldo, Belchior, isso tudo em um show, tipo Credicard  Hall entendeu, sonho com esse palco, cantando pelo menos uma música com cada um deles, sei que iria aprender e muito.

Postura Urbana: Fale de seu dia a dia:

Roberto Seixas:  Bem, sou um sujeito normal entendeu, trabalho o dia no meu escritório, fechando show etc, mas ao mesmo tempo quando minha FAMÍLIA de mim precisa, lá vou EU entendeu, amo ser pai, avô e porque não marido, penso que minha sinceridade e como diz meu brother CHUCK NORBAS, sou METÓDICO, às vezes essas coisas,  deixa alguns aí irritados comigo, mas não ligo, não tenho bronca de ninguém, raiva etc e tal,  não quero ser o ÚNICO, O OFICIAL, O MELHOR, não quero ser nada disso, quero ser apenas EU, Roberto Seixas, e como minha fiel escudeira(Dalva Felix) disse um dia, quero ser e sou apenas isso: QUERIDO, e isso já me basta querida Jô.

Ah! pra você: MAS I LOVE YOU.  esse, esse sou EU.
eu e robertoroberto seixas roberto  seixas 2 roberto  seixas 3 roberto  seixas 4
Roberto Seixas o Postura Urbana agradece  sua entrevista.
E eu Jô, autora desse Blog lhe digo:
Queridíssimo Roberto ou Mestre Seixas como te chamo, que seu caminho continue longo pois ILUMINADO  Tu já És!!!
Um enorme abraço pra vc meu amigo e como vc sempre me diz:
Cheiros  e Beijos, melhor dizendo, nosso cumprimento não segue a gramática, então : XEROS E BEIJOS (RSRS)!….
I love you too!!!
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Rafael Rezek – Músico

Área de Atuação: Entretenimento

Cidade: Cristina -MG

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Postura Urbana: Como começou sua paixão pelo samba?

Rafael Rezek: Minha paixão pelo samba começou quando tinha uns 9… 10 anos, eu fazia capoeira e o som dos atabaques, pandeiros e berimbaus me fascinavam, aquele batuque era contagiante. Um dia peguei um disco de vinil da minha mãe, da Clara Nunes, e comecei a ouvir. A primeira música era Canto das Três Raças, uma versão bem batucada e com palmas que me lembrava a capoeira. Depois disso só comprava discos e CD’s de samba, Zeca Pagodinho, Beth Carvalho, Fundo de Quintal e outros que estavam na crista do sucesso por volta de 1993. Aos 14 anos comecei a frequentar rodas de samba com um grande amigo, violonista, cavaquinista e bom cantor, Jorge Alonso. Ele morava em Rio Preto SP e sempre que vinha para Cristina fazíamos rodas de samba no extinto Bar do Boêmio e nos quintais das casas de amigos. O Jorge sempre me chamava, pois, apesar da pouca idade eu sabia cantar muitas músicas de cor, sempre tive facilidade para decorar as letras. Era comum ouvir as pessoas comentando nas rodas: “Nossa! Esse menino sabe essa letra do Noel Rosa?”. Depois dos 20 anos, passei a pesquisar o gênero e estudar mais sobre os sambistas da primeira metade do séc. XX, como Noel Rosa, Cartola, Ataulfo Alves, Lupicínio Rodrigues, Clementina de Jesus, Candeia, Ismael Silva, Velha Guarda da Portela e por aí afora. Com isso eu fiquei mais apaixonado ainda pelo samba.

Postura Urbana:    Você participou de grupos de samba?

Rafael Rezek: Em 2005, morando na cidade de Itajubá, também Sul de Minas, passei a frequentar as rodas da cidade, até encontrar o que seria o primeiro grupo de samba do qual faria parte, o Confraria do Samba. Em 2009, por motivos profissionais, me afastei do grupo e passei somente a fazer algumas participações em determinados eventos e rodas de samba, foi quando conheci um projeto muito bacana de um grupo de universitários que tocavam samba rock, Black e Soul, a banda SoulGood, e também fiz algumas participações com esse grupo em eventos e shows. Desde 2009 participo do Carnaval de Cristina cantando marchinhas de carnaval com músicos da cidade e região, formando a Charanga Santo de Casa. Em novembro de 2012, conversando com um violonista amigo meu, Guilherme Goulart, ele me falou de um projeto seu, os Escravos da Alegria, que já havia tido uma formação, feito algumas apresentações, mas que havia fracassado e estava adormecido. Falei pra ele: Vamos retomar o grupo. Convidamos alguns músicos que toparam abraçar o projeto e hoje estamos na ativa, fazendo apresentações na região do Sul de Minas e interior de SP. O grupo é formado por Guilherme Goulart (Voz/Violão), Willian (Voz/Cavaco), Carlos Sorriso (Surdo/Voz), João Fonseca (Pandeiro), Gil Guta (percussão), Coelho (Flauta) e Rafael Rezek (cuíca/voz).

Postura Urbana:     Vc é jovem e faz um trabalho de resgate ao samba antigo, fale sobre isso:

Rafael Rezek: Quando eu e Guilherme conversamos sobre a volta dos Escravos da Alegria, tínhamos uma proposta a seguir, fazer o resgate da cultura do samba, decidimos fazer isso através de montagens de Tributos a sambistas que muito contribuíram para o fortalecimento do gênero, como por exemplo: Cartola, A Sorrir Eu Pretendo Levar a Vida, um espetáculo montado em homenagem ao grande mestre Cartola, apresentado em Cristina MG e Itajubá MG, com ótima aceitação do público, inclusive o público jovem. Os tributos são montados com as principais músicas do homenageado e sua história é contada em texto falado entre uma música e outra. Além das homenagens aos grandes sambistas da velha guarda, o formato das apresentações também remetem ao passado. Em nossas apresentações, geralmente, fazemos uma roda no meio do público com os músicos sentados ao redor de uma mesa e as pessoas em volta, batendo palmas e cantando com a gente, como acontecia no passado. Isso também tem sido muito aceito pelo público, principalmente da nossa região, Sul de Minas, onde o samba não é o gênero preferido mas vem ganhando adeptos há alguns anos. Essa é a proposta do grupo Escravos da Alegria, que, apesar de jovem como alguns integrantes, tem também músicos com mais de 25 anos de estrada.

Postura Urbana: Na sua casa, todo mundo é bamba, todo mundo bebe e todo mundo samba? (Rsrs)

Rafael Rezek: Meu primeiro contato com o samba foi sim dentro de casa, apesar de não haver nenhum músico na minha família. Mas sempre houve bom gosto musical, paixão por festas como  o Carnaval e rodas de samba. Com minha mãe que sempre ouviu Clara Nunes, João Bosco, Chico Buarque, Adoniran Barbosa. Meu pai que sempre assoviava uns sambas bem antigos e depois com o tio Silvio, que também é um apaixonado por samba e me presenteou em uma ocasião com uma coleção fantástica de 40 CD’s e fascículos contando cronologicamente a história do samba. Respondendo a pergunta por completo (risos), a turma lá em casa gosta de “uns goró” sim, adoram samba, tenho três primas que são terríveis quando ouvem um samba. E agora tem a Clarinha, minha sobrinha de 2 anos que já canta Trem das Onze e nos carnavais sobe no palco da praça para sambar, não sei com quem ela aprendeu isso. (rsrs).

Postura Urbana:  Quais instrumentos vc toca?

Rafael Rezek: Sempre gostei de um batuque, adoro som de tambores… um “Tum,Tum,tum”.  Toco cuíca, ganzá, chocalhos, pandeiro, tantan, apito e tamborim.

Postura Urbana:  No samba atual quem está fazendo a diferença?

Rafael Rezek: Tem muita gente boa aparecendo atualmente para o mundo do samba, mas como o samba, hoje, não é o gênero que mais dá lucro para as gravadoras, estes novos talentos são pouco conhecidos do público e mídia. Quem vem fazendo a diferença atualmente: Diogo Nogueira e seus compositores Ciraninho da Portela, Rafael dos Santos e Leandro Fregonesi, um trio carioca que tem composições muito ricas em melodia e letra e são gravados pelo próprio Diogo, Beth Carvalho e Alcione. Destaco também a Tereza Cristina, cria da Lapa, ótima compositora e cantora. A mineira Aline Calixto, que tem uma voz espetacular e uma presença de palco que encanta, lembra muito a Clara Nunes, com seus movimentos no palco. Da Terra da Garoa destaco o grupo Quinteto em Branco e Preto com ótimos arranjos percussivos e composições próprias de muita qualidade, Dora Vergueiro, compositora e cantora, filha do grande Carlinhos Vergueiro, Fabiana Cozza com sua voz de veludo e gestos emocionantes nas apresentações. De Campinas interior de SP, a galera do Núcleo do Samba Cupinzeiro, projeto maravilhoso dos talentosos Edu de Maria e Anabela. A Nortista radicada no RJ Roberta Sá. Renato Milagres e Juninho Thybau, sobrinhos do Zeca. João Martins, cantor e compositor de letras inteligentes, já com 2 CD’s gravados, comanda rodas de samba pelo Rio afora. O já famoso grupo Casuarina, também fruto da Lapa, com ótimos CD’s e composições de qualidade. A voz contagiante e o batuque de Marcelinho Moreira, recentemente lançou o ótimo trabalho Fé no Batuque. Bons compositores, grupos e cantores.

O Postura Urbana agradece a entrevista Rafael, parabéns pela iniciativa de resgatar não só o samba, mas sim parte da cultura brasileira, e apresentá-la a nova geração. Sucesso!!!

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